Família de guarda prisional perde grande parte da indemnização

Carla Amorim foi morta a tiro por um instrutor em 2018.

16 de abril de 2022 às 11:54
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O Tribunal da Relação do Porto reduziu a indemnização a ser paga pelo instrutor que, a 6 de novembro de 2018, atingiu a tiro uma guarda prisional, de 30 anos, no campo de tiro da Cadeia de Paços de Ferreira.“Passados estes anos ainda não estou em paz. Nada vai trazer a minha filha de volta, mas não posso baixar os braços até que a justiça seja feita. Eu e a minha família não vamos parar até que se faça aquilo que para nós é a justiça”, disse ao CM Fátima Amorim, mãe da guarda prisional.

Em primeira instância, o formador foi condenado a três anos e meio de pena suspensa pelo crime de homicídio por negligência grosseira e a pagar 125 mil euros, mas em recurso essa indemnização foi reduzida em 80 mil euros.

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O tribunal teve como base da decisão o facto de a família já ter recebido 145 mil euros do Estado e que, ao juntar a isso os 80 mil euros, se podia concluir “ que estariam a receber o valor de 225 mil euros, o que se configuraria como um possível enriquecimento sem causa”.

Os pais de Carla Amorim não aceitam a decisão referente à indemnização e vão recorrer para o Supremo Tribunal.

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“Passados estes anos ainda não estou em paz. Nada vai trazer a minha filha de volta, mas não posso baixar os braços até que a justiça seja feita. Eu e a minha família não vamos parar até que se faça aquilo que para nós é a justiça”, disse ao CM Fátima Amorim, mãe da guarda prisional.

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