“A revolta é grande. Está quase tudo igual”: Marlon Correia foi morto há 10 anos no recinto da Queima das Fitas no Porto
Família continua sem respostas sobre os autores da morte do filho, baleado por assaltantes que queriam roubar cofre com dinheiro.
“Há dias em que a revolta é muito grande. Não há notícias, não há nada. Está quase tudo igual ao primeiro dia.” As palavras são de Jacinto Correia, pai de Marlon, que foi morto a tiro por ladrões no recinto da Queima das Fitas, no Porto, faz esta quinta-feira exatamente 10 anos.
Durante todos estes anos, a Justiça não conseguiu encontrar culpados para a morte do jovem estudante, na altura com 24 anos. O processo-crime foi arquivado no final de 2021. Meses depois, o Supremo Tribunal de Justiça ilibou a Federação Académica do Porto no processo cível.
O crime ocorreu no dia 4 de maio de 2013. Marlon estava com os amigos no recinto da Queima das Fitas quando foi surpreendido por um grupo de assaltantes que tinha como objetivo roubar um cofre que continha dinheiro. Ao tentar fugir, o estudante de Desporto foi baleado pelas costas.
O crime ficou registado pelas câmaras de videovigilância, mas nem isso ajudou a encontrar os culpados. As autoridades chegaram até a investigar grupos violentos e seis pessoas foram constituídas arguidas. No entanto, a investigação foi inconclusiva.
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