Piloto absolvido de homicídio por negligência na praia da Caparica. Criança e homem morreram
Vítimas tinham 8 e 56 anos.
O piloto instrutor acusado de dois homicídios, um dos quais o de uma menina de 8 anos, durante uma aterragem de emergência na praia de S. João da Caparica, em agosto de 2017, foi absolvido na terça-feira.
O Tribunal de Almada deu como provado que não existia outra hipótese viável que não a de aterrar no areal - não é possível o retorno ao Aeródromo de Cascais, a amaragem ou a aterragem de emergência na Cova do Vapor.
“A única solução era aterrar nas praias de S. João”, frisou a juíza após a leitura do acórdão, que iliba ainda Carlos Conde de Almeida do crime de condução perigosa de meio aéreo. De resto, disse, o piloto instrutor “executou os procedimentos de segurança exigidos” e “fez tudo” para evitar o trágico desfecho. O tribunal garante que “a decisão não esqueceu a morte de dois inocentes” e reconhece se trata de um “evento catastrófico”.
O advogado de Carlos Conde de Almeida diz que “se fez justiça”. Os familiares das vítimas ficaram abalados.
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