Suspeitos de lesar Chimarrão em 40 milhões de euros ficam sujeitos a Termo de Identidade e Residência
Juiz aplicou a medida de coação mais leve, considerando que não há perigo de fuga nem de continuação da atividade criminosa.
Depois de terem sido libertados há duas semanas por falta de provas, os três suspeitos da operação 'Assinatura d’Ouro', que investiga um alegado esquema que lesou o grupo Chimarrão em cerca de 40 milhões de euros, voltaram esta segunda-feira a tribunal e ficaram sujeitos apenas a Termo de Identidade e Residência (TIR).
Sabe o CM que a procuradora do Ministério Público promoveu várias medidas de coação - proibição de se ausentarem para o estrangeiro, cauções de 60 mil euros, apresentações na PSP e proibição de contactos – mas o juiz decidiu aplicar-lhes a medida de coação mais leve, considerando que não há perigo de fuga, nem de continuação da atividade criminosa, nem de perturbação do inquérito. O processo está nas mãos de Nuno Dias Costa, o juiz que também decidiu a Operação Influencer, processo que levou à demissão de António Costa.
Em causa estão crimes de acesso ilegítimo, sabotagem e burla informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais. Há duas semanas, os três arguidos foram detidos, mas acabaram libertados pelo juiz. Terá sido a própria procuradora perante o juiz Nuno Dias Costa a admitir que o despacho de indiciação tinha omissões que não lhe permitiam prosseguir com os interrogatórios aos três suspeitos. A marcação do novo interrogatório aconteceu depois de o Ministério Público considerar ter condições de fundamentar a prova.
Recorde-se que o grupo é acusado de se ter apoderado do sistema informativo relacionado com a faturação do grupo Chimarrão, desviando para seu proveito uma porta do património financeiro do grupo e lesando o fundador da conhecida cadeia de restaurantes e as suas empresa
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