Suspeitos de lesar Chimarrão em 40 milhões de euros ficam sujeitos a Termo de Identidade e Residência

Juiz aplicou a medida de coação mais leve, considerando que não há perigo de fuga nem de continuação da atividade criminosa.

24 de julho de 2024 às 13:04
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Depois de terem sido libertados há duas semanas por falta de provas, os três suspeitos da operação 'Assinatura d’Ouro', que investiga um alegado esquema que lesou o grupo Chimarrão em cerca de 40 milhões de euros, voltaram esta segunda-feira a tribunal e ficaram sujeitos apenas a Termo de Identidade e Residência (TIR).

Sabe o CM que a procuradora do Ministério Público promoveu várias medidas de coação - proibição de se ausentarem para o estrangeiro, cauções de 60 mil euros, apresentações na PSP e proibição de contactos – mas o juiz decidiu aplicar-lhes a medida de coação mais leve, considerando que não há perigo de fuga, nem de continuação da atividade criminosa, nem de perturbação do inquérito. O processo está nas mãos de Nuno Dias Costa, o juiz que também decidiu a Operação Influencer, processo que levou à demissão de António Costa.

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Em causa estão crimes de acesso ilegítimo, sabotagem e burla informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais. Há duas semanas, os três arguidos foram detidos, mas acabaram libertados pelo juiz. Terá sido a própria procuradora perante o juiz Nuno Dias Costa a admitir que o despacho de indiciação tinha omissões que não lhe permitiam prosseguir com os interrogatórios aos três suspeitos. A marcação do novo interrogatório aconteceu depois de o Ministério Público considerar ter condições de fundamentar a prova.

Recorde-se que o grupo é acusado de se ter apoderado do sistema informativo relacionado com a faturação do grupo Chimarrão, desviando para seu proveito uma porta do património financeiro do grupo e lesando o fundador da conhecida cadeia de restaurantes e as suas empresa

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