41 milhões de euros de origem suspeita
DCIAP recebe cada vez mais inquéritos por branqueamento.
O DCIAP - Departamento Central de Investigação e Ação Penal já caçou este ano, entre janeiro e junho, 41,8 milhões de euros com origem suspeita. Um valor que representa menos 4,2 milhões do montante total apanhado entre 2013 e 2014: 46 milhões.
De acordo com dados oficiais, a que o CM teve acesso, até dia 15 deste mês, o Ministério Público travou 36 operações bancárias, na sequência de 1631 comunicações de operações suspeitas, impostas pela lei 25/2008, de prevenção e branqueamento de capitais. No mesmo período foram abertos 39 inquéritos, após os alertas das instituições financeiras para operações suscetíveis de configurarem a prática de crimes de branqueamento de capitais. Foi, recorde-se, através destas comunicações que foram detetadas movimentações financeiras do ex-primeiro-ministro José Sócrates e do amigo Carlos Santos Silva e que levaram ao início da investigação, em 2013, que culminou com a detenção do ex-governante.
Segundo as mesmas estatísticas, os inquéritos por branqueamento têm vindo a aumentar. Em 2013, no DCIAP, deram entrada 69 novos processos e, em 2014, subiram para 75. No total, este ano, além dos casos que tiveram origem em comunicações de bancos, o DCIAP conta já com 60 novos inquéritos por branqueamento de capitais, enquanto que os processos de corrupção revelam uma descida: 26 em 2013, 14 em 2014 e dez nos primeiros seis meses deste ano.
Também as acusações por branqueamento não param de aumentar: este ano já houve sete, uma a mais do que no total do ano de 2014.
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