8,6 milhões para arranjar "estrada da vergonha"
Fendas e buracos no IC2 têm provocado vários acidentes com vítimas mortais.
Numa altura em que um grupo organizado de condutores se preparava para realizar a terceira marcha lenta para exigir a intervenção do Governo na requalificação de um troço de 20 quilómetros do IC2, entre Alcobaça e Rio Maior, que apelidam de “estrada da vergonha”, a Infraestruturas de Portugal veio serenar os ânimos ao lançar o concurso público para a empreitada que vai finalmente pôr cobro à insegurança vivida naquela via.
As fendas, os buracos e o pavimento irregular têm sido palco de diversos acidentes mortais, o que levou à criação do Movimento Marcha Lenta do IC2, que vê agora a sequência de protestos originar resultados, com a publicação no Diário da República do concurso público para a empreitada de requalificação do IC2 entre o nó da Asseiceira ao quilómetro 65,2, e a zona urbana de Freires, ao quilómetro 85,5.
Trata-se de um troço com uma extensão total de cerca de 20,3 quilómetros que atravessa os concelhos de Rio Maior e Alcobaça, nos distritos de Santarém e Leiria.
Com um preço base de 8,6 milhões de euros e um prazo de execução de 450 dias, a empreitada contempla a reformulação de cinco interseções, substituindo os atuais cruzamentos por rotundas, que se localizarão aos quilómetros 78,8, 79,6, em Rio Maior, e aos quilómetros 81,3, 83,3 e 84,6, na Benedita, no concelho de Alcobaça.
Para além da construção das rotundas, será realizada uma reabilitação profunda do pavimento, de todas as infraestruturas de drenagem, e a instalação de equipamentos de sinalização e segurança. A via é um acesso até à autoestrada para Lisboa e o trânsito é intenso.
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