A 100 euros do acordo: MAI e polícias continuam sem chegar a um consenso

Ministra da Administração Interna não passou dos 300 euros. Plataforma pediu 400.

06 de junho de 2024 às 08:49
Negociação entre ministra e a plataforma não teve sucesso Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA
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O acordo entre o Ministério da Administração Interna (MAI) e a plataforma que reúne sindicatos e associações da PSP e GNR, para a atribuição de um suplemento de missão semelhante ao auferido pela Polícia Judiciária (1026 euros brutos/mês), falhou na terça-feira por apenas 100 euros.

Após uma reunião de mais de cinco horas, a quarta do processo negocial, e que contou com três interrupções e o abandono das negociações por parte de quatro sindicatos da PSP, a ministra Margarida Blasco propôs um acréscimo de 300 euros, aos 100 que PSP e GNR já ganham como componente fixa do subsídio de risco.O Governo pode, até sexta-feira, voltar a chamar a plataforma.

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Duzentos a pagar em julho e os restantes em dois aumentos de 50 euros entregues em janeiro de 2025 e 2026. A plataforma contrapôs com um aumento de 400 euros, 200 no próximo mês e o restante a pagar em 2025 e 2026.

Margarida Blasco recusou, com o argumento orçamental, afirmando mesmo que o Governo iria legislar sem acordo.

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Enquanto a plataforma se reúne na sexta-feira, no Porto, para decidir o que fazer, o Correio da Manhã apurou que Margarida Blasco esteve reunida na quarta-feira com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro das Finanças, Miranda Sarmento.

O Governo pode, até sexta-feira, voltar a chamar a plataforma.

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