Acusação a grupo neonazi deve fechar com 11 arguidos

Ministério Público tem até ao próximo mês para fechar a acusação do Movimento Armilar Lusitano.

08 de maio de 2026 às 01:30
Bruno Gonçalves, chefe da PSP em prisão preventiva, é um dos principais arguidos Foto: Direitos reservados
Apreensão de armas impressas em 3D e livros de ideologia extremista Foto: Direitos Reservados

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A acusação ao grupo neonazi 'Movimento Armilar Lusitano' (MAL), desmantelado pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (UNCT/PJ) em junho de 2025, e que tinha planos para invadir órgãos de soberania nacionais, deverá ser fechada, no próximo mês, com 11 arguidos.

Inicialmente foram feitas seis detenções. A principal foi de Bruno Gonçalves, chefe da PSP em comissão de serviço na Policia Municipal de LIsboa. Este, e outros 3 arguidos, continuam desde essa altura em prisão preventiva. O DCIAP, que lidera a investigação, constituiu nos últimos 11 meses mais cinco arguidos. Um deles é a mulher, segurança de profissão, que de acordo com o inquérito era a líder efetiva do MAL. A mesma ficou apenas com Termo de Identidade e Residência.

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No momento das detenções, a UNCT/PJ apreeendeu munições e dezenas de armas. Tratam-se, como o CM já noticiou, de armas produzidas em impressoras 3D, mas que estão aptas a fazer fogo real. A demora nas perícias às mesmas, e a contestação à decisão do juiz de instrução do processo de atribuir especial complexidade ao mesmo (que a Relação de Lisboa indeferiu no final do mês passado), têm atrasado a saída da acusação. A mesma, no entanto, deverá estar terminada em junho.

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