Acusado de homicídio da tia volta a ser julgado
Homicida confesso e Armindo Castro no mesmo processo em tribunal.
O Tribunal da Relação de Guimarães decidiu julgar novamente Armindo Castro pela morte da tia, de 72 anos. Depois do condenado ter cumprido pena e ter sido libertado, porque outro homem confessou o crime, o tribunal decidiu que os dois processos agora vão ser juntos.
Duas histórias distintas, com protagonistas diversos, que se sentam no mesmo banco dos réus. A decisão indignou a defesa de Armindo Castro.
Armindo Castro foi condenado a 20 anos de cadeia, depois, por decisão da relação, a 12 anos. Confessou o crime à PJ, manteve-se em silêncio em tribunal, mas foi libertado quando um outro homem confessou o crime que o tinha levado para a prisão.
Armindo Castro já estava preso há mais de dois anos preso quando Artur Gomes foi a uma esquadra da PSP e disse que tinha sido ele a matar a tia de Armindo. Confessou ainda o homicídio da sua vizinha, Sónia Soares, de Felgueiras.
Artur acusou a mulher Júlia Paula de ter participado nos dois crimes. Disse que nem conhecia Armindo e que estava arrependido por ter atirado um inocente para a cadeia.
Em tribunal, pelo homicídio em Felgueiras, Artur e Júlia foram condenados pelo Tribunal de Penafiel. Ele a 23 anos de cadeia – depois 21 por decisão do supremo; ela a 18 anos de cadeia, sem alteração em sede de recurso.
A decisão da Relação de Guimarães, proferida esta quarta-feira, é inédita. São dois processos separados. O que continua a imputar o homicídio a Armindo, por razões passionais; e o que imputa ao casal, por motivos de dinheiro. Vão todos sentar-se no mesmo banco dos réus e Armindo vai ser ao mesmo tempo arguido e testemunha.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt