Acusado de homicídio da tia volta a ser julgado

Homicida confesso e Armindo Castro no mesmo processo em tribunal.

08 de fevereiro de 2017 às 20:05
Armindo Castro, condenado, homicício, libertado Foto: CMTV
Armindo Castro Foto: Nuno Fernandes Veiga
Armindo Castro Foto: CMTV
armindo castro, homicídio, crime, joane, tia, morte, artur castro
Armindo Castro, suspeita, tia, Artur, Maria Júlia, crime, homicídio, condenação, Guimarães, Joane, Famalicão Foto: CMTV
Armindo Castro, homicídio Foto: Eduardo Martins
armindo castro, erro judiciário, libertação, joane, famalicão, sobrinho, artur gomes
armindo castro, libertação, condenação, morte, tia Foto: Eduardo Martins

1/8

Partilhar

O Tribunal da Relação de Guimarães decidiu julgar novamente Armindo Castro pela morte da tia, de 72 anos. Depois do condenado ter cumprido pena e ter sido libertado, porque outro homem confessou o crime, o tribunal decidiu que os dois processos agora vão ser juntos.

Duas histórias distintas, com protagonistas diversos, que se sentam no mesmo banco dos réus. A decisão indignou a defesa de Armindo Castro.

Pub

Armindo Castro foi condenado a 20 anos de cadeia, depois, por decisão da relação, a 12 anos. Confessou o crime à PJ, manteve-se em silêncio em tribunal, mas foi libertado quando um outro homem confessou o crime que o tinha levado para a prisão.

Armindo Castro já estava preso há mais de dois anos preso quando Artur Gomes foi a uma esquadra da PSP e disse que tinha sido ele a matar a tia de Armindo. Confessou ainda o homicídio da sua vizinha, Sónia Soares, de Felgueiras.

Artur acusou a mulher Júlia Paula de ter participado nos dois crimes. Disse que nem conhecia Armindo e que estava arrependido por ter atirado um inocente para a cadeia.

Pub

Em tribunal, pelo homicídio em Felgueiras, Artur e Júlia foram condenados pelo Tribunal de Penafiel. Ele a 23 anos de cadeia – depois 21 por decisão do supremo; ela a 18 anos de cadeia, sem alteração em sede de recurso.

A decisão da Relação de Guimarães, proferida esta quarta-feira, é inédita. São dois processos separados. O que continua a imputar o homicídio a Armindo, por razões passionais; e o que imputa ao casal, por motivos de dinheiro. Vão todos sentar-se no mesmo banco dos réus e Armindo vai ser ao mesmo tempo arguido e testemunha.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar