Advogado de Avelino Farinha insiste que empresário deve ficar em liberdade

Cliente de Raul Soares da Veiga foi ouvido no tribunal no âmbito do processo que investiga corrupção na Madeira.

03 de fevereiro de 2024 às 15:04
Avelino Farinha
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O advogado Raul Soares da Veiga, que representa o empresário Avelino Farinha no processo que investiga suspeitas de corrupção na Madeira, insistiu este sábado que "a decisão correta" é não aplicar qualquer medida de coação detentiva ao seu cliente.

À saída do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), no Campus de Justiça, em Lisboa, onde esta manhã continuou o interrogatório a Avelino Farinha, o advogado disse aos jornalistas que o que mais o preocupa neste momento são as medidas de coação que venham a ser aplicadas, mas disse esperar que não lhe seja aplicada qualquer medida privativa de liberdade.

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"Espero e acho que a decisão correta é ficar em liberdade. Também espero que o Ministério Público, depois de ouvir tudo, também seja o primeiro a promover isso", disse Raul Soares da Veiga.

O interrogatório de Avelino Farinha recomeça às 14h00, adiantou ainda o advogado.

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O empresário madeirense começou a ser ouvido no TCIC na tarde de sexta-feira, pelas 15h30, tendo o interrogatório sido suspenso pelas 16h40.

Antes do início da inquirição de Avelino Farinha foi concluído o interrogatório do empresário Custódio Correia, o principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, que tinha começado a ser ouvido pelo juiz de Instrução Criminal na quarta-feira à tarde.

O último dos três arguidos a ser interrogado será o ex-presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD).

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Só no final de todos os interrogatórios serão conhecidas as medidas de coação.

Em 24 de janeiro, a Polícia Judiciária realizou cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias sobretudo na Madeira, mas também nos Açores e em várias zonas do continente, no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência.

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, foi constituído arguido e anunciou a renúncia ao cargo dois dias depois.

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Na sequência das buscas, a Polícia Judiciária deteve o então presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), que também renunciou ao cargo, o líder do grupo de construção AFA, Avelino Farinha, e o principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, Custódio Correia.

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