Manuel Fernandes acusa Bruno de Carvalho: "Mandou-nos ir para a academia no dia do ataque"
Decorre hoje a oitava sessão de julgamento no Tribunal de Monsanto. Acompanhe ao minuto.
A oitava sessão do julgamento da invasão da Academia do Sporting em Alcochete decorre esta terça-feira no Tribunal de Monsanto.
Recorde-se que esta segunda-feira, dia em que o responsável pela segurança na academia chegou ao Tribunal de Monsanto, Bruno de Carvalho regressou para ouvir o seu testemunho. Esta terça-feira, Bruno de Carvalho volta a estar presente.
Este foi um dos momentos chave deste processo, depois de Bruno Jacinto, que faz a ligação com as claques, ter dito que avisou Ricardo Gonçalves para a iminência do ataque.
Diversos elementos policiais deram conta que quando chegaram a academia foram proibidos de entrar, embora ainda se encontrassem atacantes no interior do espaço.
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"Vi o André Geraldes. O Bruno de Carvalho foi para um gabinete. O Geraldes perguntou o que se passou, não falámos muito", avançou. "Estive numa reunião na segunda-feira, o ataque foi terça. Reuniu com o staff. O Bruno reuniu com o staff. Estávamos todos", rematou.11h52 - Manuel Fernandes, coordenador de scouting, relatou o dia do ataque: "Entraram muito mascarados. Disseram Manuel desvia-te, isto não é contigo".
"Vinham em fila. Não me lembro onde estavam os funcionários. Ainda tentámos impedir que entrassem mais, não conseguimos. Voltámos e fomos ao balneário. Passado três, quatro minutos, avançou.
"Alguns entraram com a cara descoberta, outros ficaram cá fora. Não entraram todos no corredor do balneário. Vi o Bas Dost com sangue na cabeça, deitado no chão. Estava alguém do posto médico a agarrá-lo. O Bas Dost estava a chorar. Vi muito fumo e ouvi gritos. Pedi para terem calma", recordou.
"Só o Bas Dost é que vi com sangue. Foi muito feio o que aconteceu".
11h47 -
11h15 -
"Faça perguntas. E não tente satisfazer os egos de alguns", disse a juíza, mostrando impaciencia com o tema Varandas. Miguel Fonseca ia insistindo que o então médico do Sporting, hoje presidente, estava a rir-se após o ataque. "Não me interessa o Dr. Varandas", continuou a juiza. "Vamos a factos", insistiu.11h00 - "Foi o disparar do alarme que abriu todas as portas, inclusive do balneário", disse Ricardo Gonçalves em tribunal.10h26 - Bruno de Carvalho sentou-se bastante longe dos restantes arguidos - todos eles adeptos.
09h45 - Bruno de Carvalho também já chegou, acompanhado pelo seu advogado, Miguel Fonseca. Aos jornalistas, o advogado de Bruno avançou que acredita que o testemunho de Ricardo Gonçalves beneficiou o antigo dirigente leonino, sobre a reunião que decorreu um dia antes do ataque. "Aquela reunião simbolizou o que um líder faz numa guerra (referindo-se ao campeonato), ao perguntar quem estava com ele". Miguel Fonseca afirmou ter interpretado dessa forma as palavras e acredita que o coletivo pensa da mesma forma.
Depois, a defesa de Bruno de Carvalho falou sobre Frederico Varandas, atual presidente dos leões. "Onde estava o médico (no dia do ataque) que não foi visto durante duas ou três horas e só é visto numa imagem a rir? Quem é que num ataque se põe a rir?", questionou.
Miguel Fonseca avançou ainda que com este ataque, "alguém ganhou e alguém perdeu", dizendo que tem muitas questões a fazer a Varandas. Com base em insinuações, o advogado de Bruno garantiu que o seu cliente foi quem mais perdeu devido ao ataque.
09h40 - Fernando Mendes, ex-líder da Juventude Leonina, também está presente e encontra-se visivelmente fragilizado. Fez questão de assistir ao final do depoimento de Ricardo Gonçalves, chefe da segurança da academia leonina. 09h36 - Chegou Ricardo Gonçalves, diretor de operações e segurança do Sporting, que vai continuar a prestar testemunho.
09h32 - Manuel Fernandes, coordenador de scouting, já chegou ao Tribunal de Monsanto mas não quis falar aos jornalistas.
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