Chefe do SEF suspenso e sujeito a apresentações diárias

Aplicação das medidas de coação foi feita esta sexta-feira pelo Tribunal de Faro.

27 de julho de 2018 às 18:02
Joaquim Patrício tem 56 anos e fez carreira no SEF no Algarve. Estava a chefiar a delegação de Albufeira desde 2013 Foto: Pedro Noel da Luz
falsos refugiados, SEF, crianças Foto: CMTV
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O chefe da delegação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Albufeira, detido na quinta-feira por suspeitas de corrupção, foi suspenso de funções, proibido de contactar estrangeiros e sujeito a apresentações diárias na GNR.

A aplicação das medidas de coação foi feita esta sexta-feira pelo Tribunal de Faro, no final do primeiro interrogatório judicial ao detido, Joaquim Patrício, de 56 anos, que chefiava a delegação de Albufeira do SEF e, de acordo com a Polícia Judiciária, recebia "presumivelmente quantias monetárias de estrangeiros para a concessão de autorização de residência em Portugal".

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O arguido foi detido pela Polícia Judiciária na quinta-feira de manhã e recolheu ao Estabelecimento Prisional de Faro, tendo sido ouvido durante a tarde por um juiz de instrução do Tribunal de Faro, que não considerou necessária a aplicação da medida de coação mais gravosa prevista, a prisão preventiva.

A investigação teve por base uma participação do próprio SEF, "entidade que colaborou estreitamente com a Polícia Judiciária no decorrer de todas as diligências", referiu a PJ em comunicado divulgado na quinta-feira.

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A detenção foi feita através da diretoria do sul e em cumprimento de mandado de detenção emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro.

Contactado pela Lusa, o presidente do sindicato que representa os inspetores do SEF, Acácio Pereira, referiu que neste âmbito é "fundamental a presunção de inocência", frisando que não compactua com qualquer "tipo de ilícitos" e que se "deve averiguar [a suspeita] até ao mais ínfimo pormenor".

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