Alerta para risco de morte no Edifício Transparente
Anomalias críticas podem provocar consequências na segurança dos utilizadores.
Sistema de segurança contra incêndios desadequado e sem registo de manutenção, distâncias superiores às permitidas para atingir uma saída para o exterior, deterioração do revestimento, infiltração de água e medidas previstas no Plano de Emergência que ainda não foram implementadas. Estas são algumas das "anomalidas críticas" do Edifício Transparente, Porto, detetadas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e que "colocam em risco a segurança das pessoas" que o utilizam.
O relatório "recomenda uma intervenção imediata, no sentido de criar uma solução que previna acidentes e eventuais ferimentos nos utilizadores do edifício". Os peritos do LNEC indicam que o Edifício Transparente - localizado junto à praia Internacional e em frente ao Parque da Cidade - não cumpre as condições legalmente exigidas de segurança e salubridade para espaços daquele género. E afirmam que o maior risco decorre de uma situação de eventual incêndio.
A Câmara do Porto, proprietária do imóvel, recorda que o edifício foi concessionado em 2004 à HotTrade, através de um contrato, válido até 2024, que "prevê que a manutenção e conservação é da responsabilidade da concessionária". Fonte da administração da empresa afirmou que não pode prestar declarações porque ainda não foi informada sobre o relatório.
O Edifício Transparente, apelidado de ‘Elefante Branco’, foi construído no âmbito da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura e abriu apenas em 2007. A Câmara do Porto já tentou alienar o edifício, em fevereiro deste ano, mas a hasta pública ficou deserta.
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