Anarquista espanhol caçado em Portugal

Com uma pena de 30 anos por cumprir, era procurado pela polícia espanhola por roubo à mão armada, extorsão e homicídio.

29 de janeiro de 2020 às 01:30
Algemas xxx Foto: iStockPhoto
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Um dos homens mais procurados de Espanha foi encontrado pela Polícia Judiciária em Monção. Gabriel Pombo da Silva, de 54 anos, estava escondido numa freguesia rural há menos de um ano, depois de ter fugido de Itália, onde esteve refugiado. Classificado pela polícia espanhola como "terrorista anarquista", tem uma pena de prisão de 30 anos para cumprir por roubo à mão armada a agências bancárias, extorsão a empresários e homicídio, cometidos entre os anos de 1990 e 1997, em Espanha. Um dos crimes vitimou o dono de uma casa de alterne.

Foi detido no passado sábado e presente ao juiz de instrução criminal do Tribunal de Guimarães, que lhe aplicou prisão preventiva. Recolheu à cadeia de Braga à espera de ser extraditado. Vai contestar a extradição para Espanha, alegando que a pena prescreveu.

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Gabriel Pombo da Silva, galego, mas filho de uma portuguesa que nasceu no Minho, vivia numa moradia com a mulher, Elisa, e a filha. Discreto, não trabalhava e raras vezes saía de casa. Poucas pessoas se aperceberam da presença do "anarquista terrorista" em Monção nos últimos meses.

O fugitivo desapareceu de Itália quando, em 2013, o Tribunal de Girona o sentenciou a cumprir 14 anos de cadeia por vários crimes, entre os quais roubo à mão armada a agências bancárias e sequestros.

PORMENORES

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Colaboração

Gabriel Pombo da Silva foi detido pela Unidade Nacional de Contra Terrorismo da Polícia Judiciária, em cumprimento de um mandado de detenção europeu. A operação decorreu em "estreita colaboração" com o Corpo Nacional de Polícia de Espanha.

"Bem e bastante calmo"

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No blogue onde costumava publicar textos, foi referido que o anarquista espanhol se "encontra bem e bastante calmo, apesar de tudo". Numa mensagem de apoio, é pedida a libertação de Gabriel Pombo da Silva.

Dizia ser "diretor do Banco de Espanha"

Apesar de viver na clandestinidade, tinha um perfil ativo no Facebook. Algumas das fotografias foram publicadas em 2016, mas o que chama mais à atenção é a profissão que diz ter: "diretor-gerente no Banco de Espanha". No cadastro, conta com roubos à mão armada a bancos.

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Publicava regularmente textos num blogue

O paradeiro de Gabriel Pombo da Silva, agora detido pela PJ, era desconhecido, há vários anos, pelas autoridades espanholas. Apesar de ser muito cauteloso, manteve-se sempre ativo num blogue anarquista em que escrevia mensagens de incentivo à rebelião, mas nunca revelava onde se encontrava. Assinava: "De algum sítio no mundo". Ontem, o blogue ‘Anarchist World Wide’ dava conta da detenção e pedia a libertação imediata do homem.

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