ANEPC deu prioridade a fogo de Góis, admite operacional em tribunal
João Gouveia reconheceu ainda ter havido “falhas graves” na fita do tempo da tragédia em Pedrógão Grande.
Um operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) admitiu esta quinta-feira, durante o julgamento para apurar responsabilidades nas mortes causadas pelo incêndio de Pedrógão Grande, que foi dada prioridade de meios ao fogo de Góis, justificando a decisão com o “histórico” de incêndios de grandes dimensões na zona.
No seu testemunho, João Gouveia reconheceu ainda ter havido “falhas graves” na fita do tempo, ao não constar que os meios aéreos mobilizados para Pedrógão Grande nunca chegaram ao teatro de operações. “Foi um dia muito diferente dos que já tinha passado”, disse.
Filomena Girão - advogada do comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande, que é um dos 11 arguidos no processo - alegou que “não saberemos, nunca, como é que seria se a opção tivesse sido outra”, mas, “nesta altura, não há dúvidas de que, com tão poucos meios, não era possível fazer mais.”
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