Apanha 18 anos por matar GNR
Arguido disparou à queima-roupa por causa de terrenos agrícolas.
O Tribunal de Vinhais condenou, esta sexta-feira, António Barreira, de 42 anos, a uma pena de prisão de 18 anos e seis meses pelo crime de homicídio qualificado de que vinha acusado. O arguido matou a tiro de caçadeira Marcílio Miranda, GNR reformado de 59 anos, em maio de 2016, na aldeia de Candedo, em Vinhais, devido a desentendimentos com terrenos agrícolas.
O coletivo de juízes sustentou que o crime é "demasiado mau e demasiado grave" e "que o arguido não está arrependido".
Durante o julgamento, o homicida disse que não tinha intenção de matar e que apenas se defendeu quando a vítima se dirigiu a ele com um pau na mão, mas os juízes têm outro entendimento. "O arguido disparou à queima-roupa, por um motivo fútil e com frieza de ânimo. O coletivo descredibilizou a tese da legítima defesa", concluiu o juiz.
O tribunal teve em conta, para aplicação da pena, a confissão do crime, o facto de o arguido se ter ido entregar ao posto da GNR na noite do homicídio, não ter antecedentes criminais e de ter levado a vida de forma correta até à data do crime.
"É uma pena que não me surpreende, está dentro daquilo que esperávamos. Parece-me uma decisão justa, equilibrada e sensata", disse ao CM Francisco Sacramento, advogado da família da vítima.
Por seu lado, Paulo Preto, advogado do arguido, admite o recurso após ler o acórdão. O homicida terá ainda de pagar 162 mil euros de indemnização aos familiares de Marcílio Miranda.
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