Apanhado por infiltrado mata por toque no carro

Emigrante português confessa empurrão fatal contra quina de cama da vizinha idosa.

23 de março de 2017 às 08:32
Prisão de Champ-Dollon, onde o português está preso preventivamente há dois anos Foto: Direitos Reservados
Prédio da vítima e do agressor Foto: Direitos Reservados
Prisão de Champ-Dollon, onde o português está preso preventivamente há dois anos Foto: Direitos Reservados

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O emigrante português de 51 anos que confessou a um inspetor da PJ infiltrado numa cadeia de Genebra, Suíça, a morte de uma vizinha reformada, afirmou ao juiz que o crime ocorreu na sequência de um toque que a mulher de 73 anos deu com o carro que o homicida lhe havia emprestado.

Tal como o CM noticiou, o português está detido preventivamente desde março de 2015, o mês seguinte ao desaparecimento da vítima. O corpo desta só veio a ser encontrado na semana passada, após indicação do pedreiro português ao colega de cela - o inspetor da PJ que ali foi infiltrado a pedido das autoridades suíças.

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Ao juiz, o emigrante deu a versão de que o crime ocorreu após Nicole Bobillier ter colidido levemente com um dos carros do português, que era vizinho e fazia pequenos arranjos na casa da vítima. Ficou "zangado", por ser "muito cioso" dos seus dois veículos, e empurrou a mulher, em casa desta.

A idosa "bateu com a cabeça na quina da cama" e morreu. No dia seguinte, pôs o cadáver no carro e foi trabalhar. Ao fim do dia levou o corpo para Natua, França, e atirou-o para um precipício, onde foi agora encontrado.

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