Apartamento era base para venda de droga
Moradora de habitação no bairro dos Índios, em Olhão, permitia negócio a troco de estupefacientes.
Um apartamento no bairro do Fundo de Fomento da Habitação, conhecido como bairro dos Índios, em Olhão, era o centro nevrálgico para a distribuição de droga na cidade. Segundo o Ministério Público, a ‘Casa da Cristina’ era usada para receber, preparar e vender heroína e cocaína a vários consumidores.
A droga era transportada de Espanha pelo alegado cabecilha da rede, Nélson Lopes, conhecido por ‘Makako’, que está a ser julgado, juntamente com mais oito arguidos, no Tribunal de Faro, por tráfico de estupefacientes, entre outros crimes.
Segundo o Ministério Público, era neste local que o produto estupefaciente era preparado, acondicionado e doseado para posterior venda. Na sessão de julgamento de ontem, várias testemunhas, toxicodependentes, confirmaram que se deslocavam ao local para comprar heroína e cocaína, que pagavam 5 e 10 euros, respetivamente, por cada pacote. A residente, também ela toxicodependente, deixava a habitação ser usada para o negócio a troco de droga.
‘Makako’ foi detido na noite de 27 de julho de 2016 numa operação da PSP, na A22, quando regressava de Espanha com cocaína e canábis no carro. Tentou atropelar os agentes e só parou após disparos da PSP.
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