Ardeu fábrica de rolhas
Um incêndio industrial de grandes proporções destruiu ontem, um dos três pavilhões da corticeira Facol, em Lourosa, Santa Maria da Feira. A estrutura afectada é a que continha toda a matéria-prima e o produto acabado da empresa.
O proprietário, Paulo Lima, não consegue precisar as quantidades de cortiça e de rolhas destruídas e apenas estima que “os prejuízos vão para a casa dos milhões de euros”. Depois de uma avaliação rigorosa, o industrial vai accionar o seguro.
Na empresa trabalham 98 operários que, segundo o proprietário, vão ter de esperar alguns dias para retomar o trabalho. “Temos de rever todo o sistema eléctrico e repor a matéria-prima antes de pensar em regressar à laboração”, afirma.
O alerta para o incêndio foi dado às 05 horas, numa altura em que a fábrica estava parada, pelo que não se sabe ainda qual a origem das chamas.
De acordo com o comandante dos Bombeiros de Lourosa, José Oliveira, “houve grande dificuldade no combate a partir do momento em que ruiu a cobertura, parte da placa e algumas das paredes laterais. O fogo foi alimentado pela cortiça numa zona em que os bombeiros não conseguiam chegar de forma directa”.
As operações de rescaldo mantiveram-se durante toda a tarde de ontem, para precaver eventuais reacendimentos, bem como a remoção da cortiça queimada e dos escombros.
No combate ao incêndio estiveram seis corporações de bombeiros, com 40 homens e 13 viaturas.
EVACUADOS
Os habitantes de uma casa próxima da unidade fabril da Facol foram evacuados pelos bombeiros como medida de precaução, face à dimensão do incêndio. Quando o fogo foi dado como controlado puderam regressar.
CONDICIONADO
O trânsito na Estrada Nacional 1, em Lourosa, num troço próximo ao local do incêndio, esteve condicionado durante toda a manhã, devido ao intenso e negro fumo proveniente da corticeira.
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