Arrobas da Silva julgado por burlas
O advogado Arrobas da Silva sentou-se entre os 45 arguidos que ontem começaram a ser julgados no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, por crimes de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
O advogado é acusado de – tal como outros arguidos, alguns deles desempregados ou oriundos de meios humildes – ter dado acesso às suas contas bancárias, a troco de dinheiro, onde o grupo depositava os cheques falsificados.
À saída da primeira sessão, o causídico afirmou estranhar estar envolvido no julgamento, garantindo que "era apenas advogado de vários dos arguidos", entre eles o cabecilha do grupo.
A primeira sessão ficou marcada pela ausência de Carlos Albuquerque Bernardo, ex-gerente da agência do BANIF de Mafra, que se encontra foragido em Angola e que terá fornecido dados de clientes à rede criminosa, como saldos bancários, fichas e assinaturas. Ao todo, faltaram onze arguidos ao julgamento.
Apesar de na primeira sessão apenas se ter procedido à identificação de todos os acusados, 18 dos presentes, incluindo Arrobas da Silva, responderam "sim", quando interrogados pelo presidente do coletivo de juízes sobre se queriam "falar" acerca dos factos constantes da acusação deduzida pelo Ministério Público (MP).
O defensor de Arrobas da Silva, João Nabais, disse que espera "ser capaz de esclarecer as situações" durante o julgamento.
De acordo com os despachos de acusação e de pronúncia, oito arguidos – seis dos quais homens e duas mulheres – constituíram, em 2010, um grupo criminoso para extrair elevadas importâncias de diversas contas bancárias de terceiros, com recurso à falsificação ou ao fabrico de cheques e a transferências bancárias.
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