Assaltada no funeral do marido em Portimão
Arguido mais velho responde por recetação.
"Era o dia do funeral do meu marido. Quando regressei a casa, vi que tinha sido assaltada. Levaram o ouro todo." O relato, emocionado, foi feito esta quarta-feira no Tribunal de Portimão durante a segunda sessão de julgamento de quatro homens, entre os 19 e os 48 anos, e duas mulheres, de 20 e 40 anos, no âmbito de um processo de 18 furtos a habitações, um pouco por todo o Algarve, entre setembro de 2017 e e maio de 2018.
O arguido mais velho responde por recetação.
Tal como o CM noticiou, os assaltantes - sobretudo dois homens, que estão em prisão preventiva, e uma mulher, atualmente com vigilância eletrónica - consultavam os obituários em funerárias, igrejas e até nas morgues dos hospitais para obterem dados sobre os falecidos, sobretudo a morada e as horas dos funerais.
Depois entravam nas casas das pessoas falecidas ou dos seus familiares e roubavam ouro e dinheiro.
Outra testemunha disse que a sua casa foi assaltada durante o funeral de um primo. O gang, contudo, também assaltava outras casas, sempre de dia.
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