Associação de Moradores do Condado Marvila desconhecia esclarecimentos da Gebalis sobre viúva que motivou vigília

Gebalis veio garantir que a mulher que diz ter sido despejada nunca viveu na casa em questão e que ela procedeu a uma "ocupação ilegal".

23 de outubro de 2026 às 22:37
Vigília em Marvila Foto: Matim Leitão
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A Associação de Moradores do Condado Marvila veio referir que desconhecia os esclarecimentos da Gebalis sobre a viúva que motivou a vigília que aconteceu esta sexta-feira, pelas 18h00, em Marvila. A Gebalis garantiu que a mulher que diz ter sido despejada nunca viveu na casa em questão e que ela procedeu a uma "ocupação ilegal".  

"A Associação assinou manifestos de solidariedade com esta família, tendo por base as informações que eram do nosso conhecimento", refere a nota emitida esta sexta-feira. "Até às recentes declarações do presidente da Gebalis, desconhecíamos os esclarecimentos agora apresentados pela empresa municipal sobre o processo e a situação dos restantes moradores envolvidos", pode ler-se. 

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"A nossa solidariedade com uma família em situação de fragilidade não significa que conhecêssemos todos os elementos do processo, nem dispensa a necessidade de ouvir as diferentes versões", acrescenta a Associação. 

Em declarações ao CM, a Gebalis explica que na casa viviam os avós do marido de Marta Almeida. O homem suicidou-se e avó dele morreu. Na habitação ficou a viver o avô do marido de Marta, de 84 anos, por direito próprio. Segundo a empresa que gere a habitação municipal, "a senhora em questão nunca integrou o agregado, nunca residiu na habitação, nem fez prova desses factos", por isso, "a desocupação não incidiu sobre o elemento autorizado, mas sobre os elementos não autorizados".

A mulher agrediu e expulsou o idoso de forma violenta para que lá pudesse viver. O idoso fez queixa à polícia e o juiz decretou que a mulher tinha de sair, pois a casa nunca foi dela e nunca lá viveu. Atualmente, a jovem viúva está inscrita num programa de arrendamento habitacional a aguardar uma casa e o idoso que tem direito à casa encontra-se com familiares à espera que lhe seja atribuída uma habitação mais pequena, tendo em conta a diminuição do agregado familiar. A habitação em causa está, neste momento, desocupada, indicou a Gebalis.

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Em entrevista à CMTV, Marta Almeida apresentou uma versão diferente dos factos da da Gebalis. 

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