Atraso na emissão de vistos trava sonho de estudantes guineenses

PSP travou 10 jovens no Aeroporto de Lisboa, por não acreditar que os vinham começar mestrados.

22 de abril de 2026 às 13:05
PSP travou entrada dos estudantes Foto: Direitos reservados
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Um atraso na emissão de vistos de entrada em Portugal levou a que 10 estudantes da Guiné-Bissau, todos matriculados em mestrados e pós-graduações, fossem barrados pela PSP no Aeroporto de Lisboa. Parte do grupo, segundo disse ao CM Amadu Sabali, presidente da Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa, "chegou na sexta-feira e outra parte no domingo". Cinco dos jovens já foram repatriados, por decisão da PSP, e os outros cinco aguardam decisão no centro de instalação temporária do Aeroporto.

Diogo Pipa, advogado de duas jovens guineenses que se encontram retidas, explicou ao CM que o problema "está na emissão de vistos". "As inscrições deles nas faculdades portuguesas são legais e enviadas pelo Ministério da Educação português para a embaixada em Bissau. O problema começa aí, porque só em outubro, novembro, já com o ano letivo em curso, é que eles podem pedir os vistos de entrada em Portugal, que normalmente só chegam no início do ano civil seguinte", descreveu o jurista. E foi com vistos datados de março deste ano que os 10 guineenses chegaram a Lisboa. A PSP barrou-os, por não acreditar que vinham estudar.

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Cinco foram logo repatriados, enquanto os outros cinco aguardam o desfecho do processo no centro de instalação temporária do aeroporto. "Estamos a reunir declarações das universidades atualizadas, para apresentar à PSP. É-lhes também pedida prova de meios de subsistência e residência em Portugal", concluiu Diogo Pipa.

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