Atrasos nos julgamentos libertam mais de 200 arguidos de prisão preventiva

Cerca de 226 arguidos em prisão preventiva foram libertados nos últimos cinco anos.

12 de julho de 2026 às 11:28
Prisão Foto: Tiago Sousa Dias
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Cerca de 226 arguidos em prisão preventiva foram libertados nos últimos cinco anos devido a atrasos dos tribunais na formulação das acusações legais. O problema afeta diretamente a medida de coação mais severa do sistema penal antes de uma condenação final.

Jornal de Notícias revela que só o ano passado foram libertados 56 reclusos. O jornal noticia também um outro exemplo, ocorrido este ano, há cerca de dois meses, quando sete suspeitos de tráfico internacional de droga foram libertados.

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Os dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indicam que entre 2021 e 2025 foram libertados 22 403 reclusos, dos quais 2026, o que corresponde apenas a 1%, saíram por excesso de prisão preventiva. 

Devido à falta de investigação e de estudo sobre o caso em Portugal, não é possível perceber em que fase processual a reclusão máxima dos detidos foi atingida. Contudo, várias entidades, como a Associação de Juízes Portugueses, a Ordem dos Advogados e o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, concordam que carência de meios do aparelho judicial concorre, inevitavelmente, para a justificação do incumprimento dos prazos legalmente estipulados.

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