Aurélio Palha tinha informação no bolso

O empresário Aurélio Palha quando foi assassinado tinha no bolso um manuscrito com um tipo de “estratégia de defesa” jurídica dos suspeitos do homicídio do segurança Nuno Gaiato, a primeira vítima dos homicídios de 2007, no Porto.<br/><br/>

14 de outubro de 2011 às 18:50
Noite Branca, julgamento, homicídio, porto, aurélio palha, homicídio Foto: José Gageiro
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Esta informação foi confirmada nesta sexta-feira perante o tribunal que deu ao processo o nome de “Noite Branca”, por inspectores da Polícia Judiciária (PJ) envolvidos nas primeiras diligências relativas ao homicídio de Aurélio Palha, dono da discoteca ‘Chic’.

Entre os suspeitos da morte de Nuno Gaiato encontrava-se o segurança Alberto Ferreira, com quem Aurélio Palha conversava na altura em que foi assassinado e que mais tarde também seria abatido a tiro.

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Nuno Gaiato, por sua vez, terá integrado o grupo de seguranças da Ribeira, que tinha como líder Bruno Pinto ("Pidá”), um dos seis acusados pelo homicídio consumado do empresário e tentado do segurança.

"Havia um conflito latente", disse o inspector da PJ Machial Pinto, perante o tribunal. No seu depoimento o investigador referiu que no local do crime encontrou cinco monições de calibre 9 mm e três cartuchos de 12 mm (de caçadeira).

Acrescentou que visionou imagens de videovigilância de vários estabelecimentos que, conjugadas, permitiram perceber a movimentação de viaturas em coluna na zona e na altura do crime. Dessas imagens, deu para perceber também as características das viaturas, mas não as matrículas nem os ocupantes, salientou.

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Rui Mendes, chefe da PSP, que integrou a equipa especial para investigar estes homicídios do Porto referiu mais tarde, ao mesmo tribunal que uma reconstituição da movimentação dos automóveis retirou quaisquer dúvidas à investigação.

Machial Pinto referiu ainda uma diligência da PJ que permitiu testar se Alberto Ferreira poderia ter ou não visto quem eram os ocupantes da viatura. Numa primeira fase, Alberto nada disse a este respeito mas, posteriormente, afirmou à polícia que os ocupantes eram os arguidos Bruno "Pidá" e Mauro Santos, além de um terceiro que não está acusado no processo.

"Era possível, àquela distância e com aquelas condições de luminosidade, ver quem seguia na viatura" de onde foram feitos os disparos fatais, assegurou Machial Pinto.

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O julgamento prossegue na próxima terça-feira, de manhã, e no dia 25, todo o dia, neste caso com a inquirição de agentes da PJ que não puderam comparecer na sessão desta sexta-feira.

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