Sessão de julgamento do autor do massacre no Centro Ismaili adiada para quinta-feira

Abdul Bashir já tinha sido condenado a 25 anos de cadeia pelo duplo homicídio, mas o Supremo Tribunal de Justiça decidiu repetir o julgamento.

03 de março de 2026 às 10:15
Abdul Bashir Foto: Direitos Reservados
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A audiência do julgamento de Abdul Bashir, autor do massacre no Centro Ismaili que vitimou duas mulheres, foi reagendada para a próxima quinta-feira, 05 de março, segundo decidiu o coletivo de juízes do Supremo Tribunal de Justiça esta terça-feira.

A sessão, prevista para esta terça-feira, chegou a começar, mas a advogada de defesa pediu a suspensão imediata da audiência logo na primeira intervenção. A advogada contestou a rapidez com que a repetiçao do julgamento está a ser feita. Alegou que os autos emanados pelo Supremo ainda não baixaram à primeira instância, e que cria vício insanável, o que irá comprometer qulaquer decisão que venha a ser tomada.

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O coletivo de juízes defendeu que, atendendo à natureza urgente dos autos, nada impedia que a sessão tivesse decorrido. Contudo, o coletivo decidiu que, não tendo a advogada do arguido manifestado posição quando à apresentação de qualquer requerimento junto do tribunal, a diligência desta terça-feira fica sem efeito.

Abdul Bashir afirmou querer um novo advogado, explicando que não tem contacto com a advogada Fátima Pires "há seis ou sete meses". Bashir assegura que mandou "quatro cartas para o tribunal a pedir um novo advogado", mas a juíza diz que o tribunal não recebeu nada. 

Fátima Pires diz não entender o pedido do arguido, garantindo que reuniu com Bashir esta segunda-feira e mais de uma dúzia de vezes.

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Abdul Bashir já tinha sido, em 2025, condenado a 25 anos de cadeia pelo duplo homicídio de duas mulheres no Centro Ismaili, em 2023, mas o Supremo Tribunal de Justiça decidiu repetir o julgamento.

Os juízes entenderam que existiu uma nulidade, pelo facto de o arguido não ter sido informado de que estava a ser julgado como imputável, e o MP recorreu da decisão para o STJ que decidiu reabrir a audiência.

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