Banco culpa o Estado por assalto milionário em Braga
Santander defende que GNR tinha “informações pormenorizadas” do ataque e nada fez para o evitar.
O banco Santander pretende que o Estado seja responsabilizado pelo assalto milionário aos cofres da dependência da avenida Central, Braga, na noite de S. João de 2018.
Indica que a GNR detinha "informações pormenorizadas", através das escutas telefónicas, "sobre os termos em que o assalto ia ter lugar", tendo até "presenciado o delito em flagrante".
O Santander refere que, ainda assim, a GNR "nada fez para evitar a consumação do ilícito" e entende, por isso, que deve ser o Estado a pagar a indemnização pedida por um cliente ao banco, no valor dos 645 mil euros que estavam guardados num cofre e que foram furtados no ataque.
Na contestação que foi junta ao processo que está a ser julgado no Tribunal de Braga - e a que o CM teve acesso -, a defesa do Santander sublinha que, "além de não terem obstado à consumação do crime", os elementos da investigação criminal "presenciaram-no, registaram-no fotograficamente, tendo assistido presencialmente à prática" do assalto. Considera, então, que "o Estado é responsável pelos danos", na medida em que a GNR, "através dos agentes em causa, agiu com culpa", refere.
O assalto milionário ao Santander ocorreu na noite de 23 de junho de 2018. Joaquim Fernandes, Vítor Pereira e Luís Almeida - todos em prisão preventiva - estão acusados do furto que rendeu cerca de quatro milhões de euros em dinheiro e joias.
No banco dos réus sentam-se outros sete arguidos, incluindo um agente da PSP.
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