Barricado ameaçava matar mulher e filhos
Sequestrou três pessoas na CPCJ de Lagos.
Anos e anos de terror. Foi este o relato feito esta sexta-feira pela mulher e filhos do homem que, no ano passado, se barricou, armado, na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagos, exigindo falar com os menores, que lhe tinham sido retirados.
Os relatos foram feitos por videoconferência e ouvidos durante o julgamento de António Duarte, no Tribunal de Portimão. As vítimas não conseguiram esconder o medo que têm do homem, de 46 anos, que responde por crimes de sequestro, homicídio tentado, detenção de arma proibida, violência doméstica e violação da mulher.
António Duarte brindava a mulher, de 50 anos, com insultos, ao mesmo tempo que a espancava, a pontapé, murro e bofetada, sempre que discutia com ela, o que, segundo os filhos, acontecia "duas vezes por mês". Os menores, um rapaz de 16 anos e uma rapariga de 14, eram insultados. O arguido foi trabalhar para França e ameaçou matar os três se a mulher não fosse ter com ele.Foi aí que ela apresentou queixa na PSP e na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, sendo colocada numa casa-abrigo, com os filhos. Quando o arguido entrou na CPCJ de Lagos com uma pistola, uma espingarda e um punhal, acusou as funcionárias de serem responsáveis pela situação. Sequestrou duas mulheres e um GNR e atingiu com um tiro, de raspão, a cabeça de um PSP. Entregou-se após oito horas de negociações com a PSP. Em tribunal, recusou falar do sequestro na CPCJ.
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