“Bazófia e ameaças” tramam gang homicida de Loures
Condenados choraram abraçados às mães, depois de saberem que iriam sair diretamente do tribunal para a prisão.
"Mataram por um motivo torpe - vingar uma agressão que não envolvia nenhum de vocês nem a vítima - e prepararam tudo para o concretizar. E depois prevaleceu a bazófia sobre a morte de um jovem de 16 anos, as ameaças e atos de violência, mesmo durante o vosso julgamento." A juíza-presidente do coletivo do Tribunal de Loures que julgou os seis homicidas de Manilson Novais, executado a tiro de caçadeira a partir de uma carrinha em andamento, em fevereiro de 2022, fundamentou assim, esta terça-feira, a condenação de cada um a 16 anos de prisão.
Todos foram considerados culpados de um homicídio qualificado, uma tentativa de homicídio (no caso, o amigo de Manilson, que foi atingido mas sobreviveu) e detenção ilegal de arma. Só o sétimo arguido, julgado por ter cedido a arma, foi absolvido por não se provar o ‘empréstimo’.
No final, os condenados choraram abraçados às mães, depois de saberem que iriam sair diretamente do tribunal para a prisão, uma vez que a medida de coação de prisão domiciliária foi revista pelo tribunal.
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