Britânicos querem julgar raptor de Maddie antes do 20.º aniversário do desaparecimento
Britânicos querem extraditar Brueckner da Alemanha e trabalham na recolha de provas para avançar com pedido.
Madeleine McCann desapareceu da praia da Luz em maio de 2007. Agora, 19 anos depois, as autoridades britânicas querem julgar o alemão que foi apontado como o seu raptor.
Uma fonte da Polícia Metropolitana de Londres admitiu isso mesmo e garantiu que estão ser feitos esforços para consolidar prova que permita extraditar Christian Brueckner da Alemanha para o Reino Unido. "No próximo ano, assinalam-se 20 anos desde o desaparecimento de Madeleine McCann. Se as provas forem suficientemente fortes para extraditar o principal suspeito e julgá-lo aqui, é isso que procuraremos fazer", disse fonte da 'Met Police' ao 'Telegraph'. "Claramente, existem inúmeros obstáculos, mas a nossa prioridade neste momento é reunir as provas mais contundentes possíveis contra o principal suspeito", acrescentou.
Christian Brueckner foi formalmente apontado como raptor de Maddie pelo Ministério Público alemão e julgado por cinco crimes de violação e abuso sexual cometidos em Portugal entre 2000 e 2017. Mas em outubro foi absolvido e desde então vive como sem-abrigo nas ruas de Kiel, no norte da Alemanha. O Ministério Público alemão tinha garantido que iria acusar Bruckner pelo desaparecimento de Madddie em 2022, mas nunca conseguiu reunir prova que o colocasse na praia da Luz na altura em que Maddie, na altura com 3 anos, ali passava férias com os pais e os dois irmão mais novos.
Agora, apesar de a equipa de detetives estar mais reduzida, estão a ser feitas diligências para sustentar uma acusação judicial por rapto e homicídio. A investigação britânica teve sempre por base a questão do desaparecimento e não um possível crime violento contra a menina.
As suspeitas sobre Christian Brueckner, recorde-se, nasceram da denúncia de um companheiro de cela, quando o alemão cumpria pena de prisão por outra violação e admitiu ser ele o responsável pelo rapto de Maddie. Esta denúncia levou a que novas buscas fossem realizadas desde então, mais de 15 anos após o desaparecimento, em vários pontos do Algarve, envolvendo meios da Polícia Judiciária e das congéneres britânica e alemã, com escavações junto a barragens e armazéns da região.
15 milhões de euros em buscas
Este ano a equipa da investigadores que integra a Operação Grange recebeu 98 mil euros para manter as buscas por Maddie ativas. É um corte de 20% face ao ano passado. Esta investigação, aberta em 2011 e que chegou a contar com dezenas de investigadores. Já custou mais de 15 milhões de euros ao Governo britânico, até agora sem quaisquer resultados. Atualmente, a 'Operation Grange' conta com três investigadores policiais e um funcionário civil, este último em regime de 'part-time'.
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