Cabecilha de esquema de falsos arrendamentos condenado a nove anos de prisão mas pena total seria de 240

Cabecilha do esquema levou pena de nove anos de prisão. Foram enganadas mais de 80 vítimas, num total de 180 mil euros

08 de agosto de 2026 às 01:30
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Telmo Vieira foi o cérebro do esquema que permitiu enganar mais de 80 vítimas, lesadas num total de 180 mil euros. Anunciava arrendamentos de longa duração, mas os espaços eram afinal alojamentos locais e tinham outros proprietários. O caso, que ocorreu entre 2022 e 2024, levou a que na sexta-feira o jovem fosse condenado, no Porto, a nove anos de prisão. Outros dois arguidos levaram penas também efetivas de oito e seis anos. Os restantes 11 foram condenados a penas suspensas entre os dez meses e os cinco anos. "Devido a estes crimes tivemos aqui casos de famílias que ficaram com as crianças na rua, não conseguiram ajuda de ninguém", descreveu a juíza, dando conta da gravidade da conta dos suspeitos.

O acórdão dá como provado que os anúncios eram colocados em várias páginas da Internet. Os suspeitos arrendavam os alojamentos locais por dois, três dias e divulgavam-nos na Internet como se fossem para longa duração. As vítimas entregavam cauções e rendas adiantadas. Só quando se iam mudar para os imóveis se deparavam com os reais proprietários e percebiam que tinham sido burladas. Apesar de várias pessoas estarem envolvidas no esquema, o tribunal de São João Novo, no Porto, não deu como provado o crime de associação criminosa. "A verdade é que cada um dos arguidos trabalhava para si, para o seu umbigo e apenas para aquilo que queria", explicou a magistrada.

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Na aplicação das penas, os juízes tiveram em conta o facto de alguns arguidos terem confessado crimes. "O Telmo foi sempre um livro aberto, disse sempre o que fez e colaborou. Não tivemos nenhuma confissão integral, mas a verdade é que quem não falou acabou por ficar prejudicado", acrescentou a magistrada.

O cabecilha do esquema está em prisão preventiva. O tribunal decretou que os arguidos devem entregar ao Estado o valor arrecadado com as burlas. Só a Telmo é atribuída uma vantagem criminosa de 120 mil euros. O processo tinha mais dois arguidos, que foram ilibados.

Pena total era de 240 anos de prisão

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O cabecilha do esquema foi condenado por 234 crimes como burla, falsificação de documentos, falsidade informática e branqueamento de capitais. A juíza explicou que a soma de todas as penas parcelares dava 240 anos de prisão. O tribunal ressalvou que a pena máxima é de 25 anos e que foi feito um cúmulo jurídico. A confissão do arguido foi uma atenuante. 

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