Câmara de Sesimbra não atribuiu nome de GNR assassinado a rua
Família e amigos de Nuno Anes estão indignados com demora na homenagem.
Família e amigos do militar da GNR Nuno Anes, assassinado na Quinta do Conde, Sesimbra, estão indignados por ainda não ter sido atribuído o nome de uma rua ao jovem de 25 anos morto a tiro em agosto de 2015 quando socorria as vítimas de um duplo homicídio. Foi feito um pedido formal em março do ano passado, que ainda não teve resposta da Câmara de Sesimbra. A autarquia diz que o processo está em análise.
Segundo revelou ao CM um dos promotores da iniciativa, o pedido de atribuição do nome de uma rua a Nuno Anes foi formalizado a 16 de março de 2016. "Passou-se quase um ano e ainda aguardamos. O Nuno Anes morreu a defender a população da Quinta do Conde [freguesia de Sesimbra] e merece a homenagem. É um herói", afirmou. Foi igualmente criada uma petição na internet, que ontem contava com 720 assinaturas: "A GNR promoveu o Nuno Anes a cabo, a título póstumo. Queremos muito que a Câmara Municipal de Sesimbra o reconheça também e lhe atribua uma rua com o seu nome", refere o texto na internet.
Contactada pelo CM, a Câmara de Sesimbra afirmou que o regulamento municipal de toponímia prevê que só se possa atribuir o nome de uma rua "um ano após a morte da pessoa" - prazo que se esgotou em agosto de 2016. "O processo foi analisado na primeira reunião da comissão municipal de toponímia depois de passado esse ano, que ocorreu em novembro de 2016. Encontra-se neste momento em análise", referiu a fonte da autarquia.
Nuno Anes foi morto a 29 de agosto de 2015 por Rogério Coelho (77 anos, falecido antes do julgamento). O homem tinha instantes antes abatido o vizinho PSP José Pereira, 52 anos, e o filho deste, Diogo, de 23.
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