Campeão do Sporting arguido por agressões junto a discotecas

Ricardo Fernandes, campeão europeu e mundial de kickboxing, é alvo de cinco queixas.

26 de novembro de 2017 às 01:30
Ricardo Fernandes, campeão de kickboxing, confessa que recorreu a agressões para resolver duas situações de violência Foto: Direitos Reservados
Ricardo Fernandes, campeão de kickboxing, confessa que recorreu a agressões para resolver duas situações de violência Foto: Direitos Reservados
Investigação visa segurança ilegal em discotecas de Torres Vedras Foto: Direitos Reservados

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Ricardo Fernandes, 32 anos, atleta do Sporting e campeão europeu e mundial de kickboxing, é arguido em cinco inquéritos por agressões junto a estabelecimentos de diversão noturna, cujas queixas foram recolhidas pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) da PJ no âmbito da investigação à violência na noite de Torres Vedras, que tem 10 arguidos.

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O atleta, atual comercial da empresa de segurança Mama Sume, é um dos dois seguranças, licenciados pelo Ministério da Administração Interna, que são arguidos neste processo. Interrogado pelo juiz Ivo Rosa, Ricardo Fernandes admitiu ter estado presente nos locais referidos em duas das queixas e que recorreu às agressões (ocorridas em 2015 e 2016) como forma de resolver situações de violência desencadeadas por clientes.

Tanto o atleta do Sporting como o segundo segurança indiciado por agressões ficaram em liberdade, mas tiveram de entregar as respetivas carteiras profissionais.

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Os três elementos policiais arguidos no mesmo processo são, por seu turno, suspeitos de situações distintas. José Braz, agente da PSP de Torres Vedras, está indiciado por segurança ilegal, à semelhança do dono da Mama Sume e de um empresário de Torres Vedras (que contratou os serviços desta firma).

Já o polícia da Guarda, de apelido Fernandes, e o militar da GNR da Brigada de Trânsito de Torres Vedras, João Pina, são suspeitos de corrupção. Ambos terão ajudado condutores infratores a fazer o necessário expediente, para se livrarem das infrações cometidas.

PORMENORES 

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Agressões

A investigação realizada pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ permitiu juntar inúmeras queixas de agressões ocorridas junto a bares e discotecas da zona de Torres Vedras.

Tráfico de armas

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Além do crime de segurança ilegal, o agente da PSP José Braz é suspeito de tráfico de armas. O polícia foi apanhado, em pelo menos uma escuta, a transacionar um bastão extensível.

Preso na Guarda

O agente da PSP da Guarda de apelido Fernandes, arguido nesta investigação, foi preso por uma brigada da Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ que se deslocou àquela cidade.

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