Capitão da GNR da Póvoa de Lanhoso alvo de buscas
Outros três guardas investigados por acesso a conversas privadas.
Um capitão da GNR e três guardas estão a ser investigados por terem acedido e copiado conversas privadas de outros quatro militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR da Póvoa de Lanhoso. Esta quinta-feira, a Polícia Judiciária de Braga fez buscas em casa dos visados e no Destacamento da GNR. O capitão e os três guardas são suspeitos de acesso ilegítimo, devassa da vida privada e falsificação de documentos.
Em causa está uma alegada conversa privada na rede social Messenger, divulgada em 2016, em que os quatro militares criticavam o capitão - então comandante do Destacamento da Póvoa de Lanhoso - e um sargento, que chefiava o NIC. Os quatro militares foram alvo de um processo disciplinar e um processo-crime - que foi, entretanto, arquivado.
Agora, o Ministério Público da Póvoa de Lanhoso investiga os autores da alegada violação de privacidade e quer saber quem acedeu, de forma ilegítima, aos computadores dos quatro militares que, após serem instaurados os processos, foram afastados do NIC e transferidos para outros destacamentos da GNR.
Esta quinta-feira, durante várias horas, as equipas de inspetores da PJ fizeram perícias aos computadores dos visados. Recolheram, também, os telemóveis e outros equipamentos informáticos dos militares. O objetivo desta investigação passa por perceber quem acedeu aos computadores dos colegas, copiou as mensagens privadas e os denunciou aos seus superiores hierárquicos.
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