Casa da avó de Pedro Dias usada para trocar bilhetes

Andreia e fugitivo mantinham contacto.

11 de novembro de 2016 às 11:50
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O cérebro da família na rede de apoio ao foragido e nos contactos com a advogada Mónica Quintela foi, desde os primeiros dias da fuga, a irmã de Pedro Dias, Andreia – devidamente informada de que estava protegida pela lei: sendo familiar do suspeito até ao segundo grau, não é punida.

Assim, a Judiciária acredita que, sobretudo na última semana, desde que Pedro regressou de Vila Real a Arouca num jipe furtado, Andreia esteve em contacto com o irmão.

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Andreia ia diariamente sozinha a casa da avó, que estava desabitada. A sua presença ali era detetada pela vigilância da PJ – que usou aparelhos de medição térmica para apurar, com base nos índices de calor humano, se mais alguém estava na casa. Não estava, só Andreia.

Mas Pedro Dias, sabe agora a PJ, estaria na casa de uma amiga da mãe – onde na terça-feira se entregou –, que, pelas traseiras, tem ligação à casa da avó. E seria por essa passagem, nas traseiras, através da troca de bilhetes, que o homicida comunicava com a irmã. Os irmãos usaram a casa da avó, que após o crime se mudou para casa dos pais de Pedro Dias, também em Arouca.

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