Casal acusado de escravizar familiares não vai ser julgado

Juiz de Instrução Criminal de Braga diz que o crime de tráfico de seres humanos não tem provas. Caem todos os outros.

27 de janeiro de 2026 às 01:30
PJ de Braga Foto: Direitos Reservados
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Alain Corneille, o consultor de Finanças que estava preso em Braga, suspeito escravizar vários elementos da família da companheira num alojamento local no Gerês, afinal não vai ser julgado, por decisão do juiz de Instrução Criminal de Braga. O cidadão belga foi libertado no final da audiência e só após a explicação dos advogados e do tradutor percebeu que estava livre. Chorou e voltou a dizer que tudo não passava de "mentira".

O consultor de Finanças, assim como a companheira, uma cidadã brasileira que entretanto fugiu para o Brasil, estavam acusados de 9 crimes de tráfico humano e 11 crimes de auxílio à imigração ilegal. A acusação do Ministério Público dizia que obrigaram seis familiares da mulher a trabalhar, a custo zero. Esta segunda-feira, o juiz de instrução criticou a investigação "com muitas deficiências" e decidiu não levar os arguidos a julgamento.

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