Centro de Emergência de Castelo Branco recebeu 92 vítimas de violência doméstica em 2025

Face ao ano de 2024, registou-se uma diminuição de cerca de 24% (209).

11 de maio de 2026 às 11:57
Violência doméstica Foto: Getty Images/iStockphoto
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O Centro de Acolhimento de Emergência para Vítimas de Violência Doméstica de Castelo Branco (CAEV-CB) recebeu 92 vítimas em 2025, número que representa um aumento de 70% face ao ano anterior.

Segundo os dados apresentados na reunião do Conselho Municipal de Segurança de Castelo Branco pelo presidente da Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento (ALAD), Arnaldo Braz, em 2025 o CAEV-CB acolheu 92 vítimas de violência doméstica, representando um aumento de cerca de 70% face ao ano de 2024 (54).

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Já a Estrutura de Atendimento, Acompanhamento e Apoio Especializado a Vítimas de Violência Doméstica (EAVD) registou um total de 158 casos, dos quais 14 foram adultos do género masculino, 98 do género feminino e ainda 46 crianças e jovens.

Face ao ano de 2024, registou-se uma diminuição de cerca de 24% (209).

Estas duas estruturas estão integradas na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, trabalhando de forma articulada com os oito municípios pertencentes à Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB).

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No âmbito do apoio psicológico, foram acompanhadas 70 crianças e jovens, num total de 524 sessões de avaliação de acompanhamento, e foram realizadas 11 ações de sensibilização sobre as temáticas da violência doméstica no namoro e igualdade de género.

A ALAD desenvolve uma resposta integrada e ativa no apoio às vítimas de violência doméstica, com um Gabinete de Apoio às Vítimas de Violência.

Este começou por funcionar nas suas instalações em 2006, assumindo-se desde logo numa lógica de trabalho em rede com a articulação de várias entidades públicas e privadas nacionais.

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A associação gere também um espaço para acolhimento de emergência, específico para vítimas de violência doméstica, no distrito de Castelo Branco, que prevê o acompanhamento especializado e individualizado por Técnicos de Apoio à Vítima qualificados, de forma célere e ajustada, na redefinição de um plano pessoal que promova o afastamento da situação de risco.

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