CHAMAS NO MARIA VITÓRIA
Um incêndio destruiu ontem o armazém de cenários do Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer, em Lisboa. O fogo, deflagrado cerca das 12h00, atingiu também os gabinetes contíguos à arrecadação.
As chamas consumiram os cenários e adereços, bem como o material eléctrico. O palco e a plateia não foram atingidos pelo fogo, mas ficaram inundados com a água que escorreu do combate ao incêndio.
A causa do incêndio, que ficou extinto às 12h22, era ontem à tarde ainda desconhecida, segundo o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.
A Polícia Judiciária foi chamada para o local do sinistro para investigações e os peritos da seguradora da Braga Parques, concessionária do Parque Mayer, deslocaram-se ao teatro para avaliar os prejuízos.
O empresário Hélder Freire Costa – arrendatário do Teatro Maria Vitória, e produtor em conjunto com Noémia Costa das revistas que têm sido exibidas naquele espaço –, adiantou ao nosso jornal que “o incêndio causou prejuízos muito elevados, porque destruiu tudo o que era bom dos cenários das revistas que temos exibido nos últimos anos”.
Visivelmente preocupado com o ocorrido, Hélder Costa referiu que “o teatro tem estado fechado desde que exibimos pela última vez a revista ‘Lisboa Regresso ao Parque’ a 27 de Julho último”.
Contudo, “temos estado no teatro a preparar a próxima peça cujos ensaios vão começar a 1 de Setembro”. Para permitir que os ensaios possam começar, os bombeiros, após a extinção do fogo, estiveram a retirar a água do palco e noutros locais não atingidos pelas chamas.
O Teatro Maria Vitória, que já tinha sofrido um grande incêndio em 1986, está situado numa zona que os bombeiros consideram de risco.
Por esta razão, os Sapadores Bombeiros enviaram para o local do sinistro mais de 30 bombeiros em nove viaturas de combate ao fogo e quatro de logística, meios que normalmente são deslocados para um ministério, uma casa com valor histórico, uma escola, hospital ou ainda sítios que tenham muita gente. ”Fizemos isto por prevenção", referiu fonte dos Sapadores Bombeiros.
O teatro, recorde-se, depois da peça que vai estrear em Outubro, será demolido no âmbito de novos projectos para o Parque Mayer.
NOVA REVISTA EM OUTUBRO
Em Outubro está prevista a estreia de uma nova revista, embora algum material a utilizar na peça se encontrasse no armazém que ardeu. A peça pode vir a chamar-se ‘Lisboa aqui tão perto’ ou ‘Vá para fora ou vai dentro’ referiu Hélder Costa. Antes desta estreia “combinamos com o elenco da revista ‘Lisboa Regresso ao Parque’ para apresentar um espectáculo cuja receita reverteria a favor dos sinistrados dos incêndios que deflagraram no País”, concluiu o empresário.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt