Chefe do SEF foi suspenso de funções

Joaquim Patrício foi libertado mas está obrigado a apresentações diárias na GNR.

28 de julho de 2018 às 09:54
Joaquim Patrício tem 56 anos e fez carreira no SEF no Algarve. Estava a chefiar a delegação de Albufeira desde 2013 Foto: Pedro Noel da Luz
Instalações do organismo foram alvo de buscas, ontem de manhã, por parte de inspetores da Diretoria do Sul da Polícia Judiciária Foto: Pedro Noel da Luz
Instalações do organismo foram alvo de buscas, ontem de manhã, por parte de inspetores da Diretoria do Sul da Polícia Judiciária Foto: Pedro Noel da Luz
Instalações do organismo foram alvo de buscas, ontem de manhã, por parte de inspetores da Diretoria do Sul da Polícia Judiciária Foto: Pedro Noel da Luz

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O chefe da delegação de Albufeira do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), detido pela Polícia Judiciária (PJ) por corrupção, foi libertado mas foi suspenso de funções depois de ter sido ouvido, ontem, em primeiro interrogatório judicial.

Joaquim Patrício, de 56 anos, ao que o CM apurou, está indiciado de 17 crimes de corrupção passiva. No entanto, este número poderá subir com a continuação da investigação. É suspeito de ter recebido dinheiro para acelerar a emissão de títulos de autorização de residência. As quantias variavam entre 300 e 500 euros por cada caso.

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O inspetor-chefe foi ouvido por uma juíza que lhe aplicou, como medidas de coação, as apresentações diárias à GNR, proibição de contactos com estrangeiros e funcionários do SEF e proibição de se ausentar de território nacional.

Fortes indícios sem pedido do MP para prisão preventiva

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Ao que o CM apurou, apesar dos fortes indícios de corrupção que o Ministério Público (MP) tinha anunciado no dia anterior, o procurador de turno não pediu a prisão preventiva do responsável do SEF. Foi a juíza de instrução a aplicar as apresentações diárias à GNR como medida de coação.

PORMENORES 

Suspeitas de corrupção

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O responsável do SEF de Albufeira foi detido, segundo revelou o Ministério Público, por "suspeitas da prática de crimes de corrupção passiva".

Quantias monetárias

Segundo o MP, "há suspeitas de que o detido recebia quantias monetárias de cidadãos estrangeiros mediante a promessa de rápida emissão de títulos de autorização de residência".

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