Homicida de Pinhão confessa
Autoridades acreditam que planeou o crime.
Manuel Monteiro chorou e disse que está arrependido. Garantiu que agiu por impulso, que matou Joana, a prima da namorada, de 23 anos, e feriu gravemente Marta, a ex-companheira, de 21, porque estava "desnorteado". Atribuiu os disparos aos ciúmes, falou do amor que sentia por Marta e de como Joana os tentava separar.
As suas palavras às autoridades – em que repetiu a garantia de que estava arrependido – de nada valeram no Tribunal de Instrução Criminal de Alijó. Manuel Monteiro, 31 anos, viu o juiz decretar-lhe a prisão preventiva.
Foi debaixo de forte aparato policial que Manuel Monteiro entrou pelas 15h30 no tribunal. Já era previsível a presença de dezenas de familiares e amigos das vítimas. Queriam ver o assassino, chamar-lhe nomes, se possível fazer justiça pelas próprias mãos. Foram travados pelos elementos da GNR, que delimitaram um perímetro de segurança. Os inspetores da PJ escoltaram o preso até ao interior das instalações do tribunal. De lá, saiu para a cadeia, também em segurança.
Para a aplicação da medida de coação, foi tido em conta o comportamento de Manuel Monteiro. Não trabalhava, vivia de pequenos expedientes e passava os dias na pastelaria onde Marta trabalhava para garantir que ela não conversava com estranhos. Tem cadastro por pequenos crimes, designadamente assaltos a residências, e ameaçava a jovem com frequência.
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