Chumbo no Parlamento deixa polícias revoltados. Descontos para SAD mantém-se nos subsídios de férias e Natal

Em causa estão milhares de euros que os mais de 40 mil operacionais descontam todos os meses e também nos subsídios de férias e Natal.

16 de abril de 2023 às 09:48
forças de segurança Foto: Paulo Espadanal
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“Se só podemos ficar doentes 12 meses por ano, porque razão descontamos 3,5% do vencimento 14 vezes?” É desta forma que milhares de militares da GNR e agentes da PSP contestam o chumbo no Parlamento – com votos contra da maioria PS e abstenção de PSD e IL – a três projetos de lei semelhantes apresentados pelo BE, PCP e Chega que pretendiam corrigir esta “injustiça” nos descontos para o Serviço de Assistência na Doença (SAD) da GNR e da PSP. Os sindicatos das duas forças de segurança garantem que “esta não é uma luta encerrada” e recordam que um parecer do Tribunal de Contas de 2019 lhes dá razão.

Em causa estão milhares de euros que os mais de 40 mil operacionais descontam todos os meses e também nos subsídios de férias e Natal. São 3,5% dos vencimentos que servem para financiar os custos no apoio à saúde de polícias e alguns familiares diretos. “Somos obrigados a descontar, mas não temos qualquer retorno que justifique esses valores quando precisamos de assistência médica. Com esse dinheiro podíamos comprar um seguro de saúde de topo”, acusa o dirigente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), António Barreira. “O SAD/GNR é um subsistema oneroso, não é um subsistema de saúde com abrangência territorial homogénea, existindo zonas do País onde não existem sequer convenções, e especialidades como Psicologia, Psiquiatria, Fisioterapia ou Nutrição estão excluídas”, acrescenta o dirigente sindical.

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