Cidade Lacustre em Vilamoura cria quase mil empregos

Empreendimento custa 670 milhões de euros e prevê 2506 camas turísticas.

29 de julho de 2019 às 08:49
Está em causa uma área de 57,4 hectares junto à Marina de Vilamoura e à praia da Rocha Baixinha Foto: Melanie Maps
Entrevista de emprego Foto: Getty Images
Entrevista de emprego Foto: Getty Images

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A construção da Cidade Lacustre de Vilamoura (Loulé) implica um investimento de cerca de 670 milhões de euros e prevê a criação de um total de 937 postos de trabalho diretos. O estudo de impacte ambiental do projeto de loteamento e obras de urbanização entra esta segunda-feira em fase de consulta pública.

Em causa está uma área de 57,4 hectares, junto à Marina de Vilamoura e à praia da Rocha Baixinha, com 74 lotes edificáveis. Está prevista a construção de 834 unidades de alojamento e de 1150 novos fogos, num total de 2506 camas turísticas.

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"O processo de construção dos edifícios decorrerá previsivelmente durante mais de oito anos", segundo consta dos documentos apresentados pelo promotor do projeto, a Vilamoura Lusotor, SA. Haverá três núcleos turísticos distintos, sendo o principal designado de ‘A Ilha’, onde se concentrarão os serviços e comércio.

A Cidade Lacustre de Vilamoura contempla a construção de um conjunto de lagos alimentados pela água do mar e interligados por canais. Haverá um sistema de renovação da água dos lagos de forma a evitar a sua deterioração.

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O projeto implica o desvio do Vale Tisnado, o desassoreamento da foz da Ribeira da Quarteira e a construção de um dique de proteção contra cheias, ao longo de 1998 metros de comprimento e apresentando uma variação entre os 15 e os 170 metros de largura.

A operação de loteamento engloba as ruínas romanas do Cero da Vila, estando programada a formalização da sua cedência ao município de Loulé.

PORMENORES

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Projeto PIN

A Cidade Lacustre de Vilamoura foi reconhecida pelo Estado como projeto de Potencial Interesse Nacional em 2008, tendo essa classificação sido revalidada no ano passado.

Conformidade

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A construção dos lagos e canais, que deverão abranger uma área de mais de 20 hectares, obteve uma decisão de conformidade ambiental do projeto de execução favorável condicionada em 2017.

Prazo

O estudo de impacte ambiental do projeto de loteamento encontra-se em consulta pública até ao dia 9 de setembro, por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

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