Cidade Lacustre em Vilamoura cria quase mil empregos
Empreendimento custa 670 milhões de euros e prevê 2506 camas turísticas.
A construção da Cidade Lacustre de Vilamoura (Loulé) implica um investimento de cerca de 670 milhões de euros e prevê a criação de um total de 937 postos de trabalho diretos. O estudo de impacte ambiental do projeto de loteamento e obras de urbanização entra esta segunda-feira em fase de consulta pública.
Em causa está uma área de 57,4 hectares, junto à Marina de Vilamoura e à praia da Rocha Baixinha, com 74 lotes edificáveis. Está prevista a construção de 834 unidades de alojamento e de 1150 novos fogos, num total de 2506 camas turísticas.
"O processo de construção dos edifícios decorrerá previsivelmente durante mais de oito anos", segundo consta dos documentos apresentados pelo promotor do projeto, a Vilamoura Lusotor, SA. Haverá três núcleos turísticos distintos, sendo o principal designado de ‘A Ilha’, onde se concentrarão os serviços e comércio.
A Cidade Lacustre de Vilamoura contempla a construção de um conjunto de lagos alimentados pela água do mar e interligados por canais. Haverá um sistema de renovação da água dos lagos de forma a evitar a sua deterioração.
O projeto implica o desvio do Vale Tisnado, o desassoreamento da foz da Ribeira da Quarteira e a construção de um dique de proteção contra cheias, ao longo de 1998 metros de comprimento e apresentando uma variação entre os 15 e os 170 metros de largura.
A operação de loteamento engloba as ruínas romanas do Cero da Vila, estando programada a formalização da sua cedência ao município de Loulé.
PORMENORES
Projeto PIN
A Cidade Lacustre de Vilamoura foi reconhecida pelo Estado como projeto de Potencial Interesse Nacional em 2008, tendo essa classificação sido revalidada no ano passado.
Conformidade
A construção dos lagos e canais, que deverão abranger uma área de mais de 20 hectares, obteve uma decisão de conformidade ambiental do projeto de execução favorável condicionada em 2017.
Prazo
O estudo de impacte ambiental do projeto de loteamento encontra-se em consulta pública até ao dia 9 de setembro, por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.
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