CM acompanhou patrulhas no Parque das Nações (COM VÍDEO E FOTOGALERIA)

As 12 badaladas não transformaram a farda azul dos agentes da 2ª Divisão da PSP de Lisboa em fatos de gala nem os carros-patrulha em limusinas dignas de uma noite de réveillon.

02 de janeiro de 2011 às 00:30
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Fernando Veludo/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Considerado um dos melhores espectáculos pirotécnicos do Mundo, os oito minutos de fogo-de-artifício no Funchal não desiludiram nem os madeirenses, nem os milhares de turistas que viajaram até à Madeira
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Fernando Veludo/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Mário Cruz/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Homem Gouveia/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Homem Gouveia/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Fernando Veludo/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Mário Cruz/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Inácio Rosa/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Inácio Rosa/Lusa
Portugal dá as boas-vindas a 2011 Foto: Mário Cruz/Lusa

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Cabia a estes homens e mulheres garantir que o conto-de-fadas de outros acabasse com final feliz. À porta da sede, em Olivais Sul, um grupo de agentes fumava o último cigarro antes de rumar ao Parque das Nações onde milhares aguardavam o fogo-de-artifício sobre o Tejo. A noite, agora calma, prometia agitação - minutos antes tiros na zona da Encarnação anunciavam os preparativos de uma noite de festa.

"Há gente embriagada que aproveita para fazer represálias. Chega a haver tiroteio de um prédio para outro", diz o agente principal António Manso, 41 anos. Seguimos para o cenário das festividades a tempo de ver rebentar no céu o espectáculo de pirotecnia e, à nossa frente, brindes inflamados de milhares de adultos, jovens e crianças que ali renovaram os seus votos para 2011.

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Ao lado, agentes de uma das duas equipas de Intervenção Rápida destacadas repartiam entre si abraços de bom ano. "Temos de festejar, embora de forma discreta", confessa a chefe Maria de Sousa Goreti, sempre de rádio colado ao ouvido. "Já consegui enviar uma mensagem à minha companheira. O resto da família vai ter de esperar até eu regressar ao Fundão", diz o agente Miguel Bonifácio, 33 anos, antes de dois muçulmanos o desafiarem a tirar uma fotografia, para risota da equipa.

É hora de ronda pelas esquadras da zona - Zona J ou 14ª de Chelas - onde a mesa farta e um brinde de champanhe dão as boas-vindas. "2011 será bom se fizermos por isso. Mais vale ter um sonho do que morrer sem ter tido algum", diz a chefe Goreti, para entusiasmo geral.

Pelas 04h00, a PSP toma posição para o fecho dos bares do Parque das Nações, 40 minutos depois. E a calma volta à beira Tejo, com centenas de garrafas esquecidas no chão e os olhos cansados dos agentes. O descanso só chega ao raiar do sol, quando o turno acaba e o encanto da noite dá lugar à realidade de todos os dias.

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FESTA EMBALADA PELO ÁLCOOL

Para o sucesso das festividades na noite de Fim de Ano, só marcada por um ferido ligeiro resultante de um atropelamento no Parque das Nações e alguns excessos provocados pela ingestão de álcool que foram motivando, durante toda a noite, alguns cumprimentos especiais por parte do sexo feminino aos agentes - algo que, dizem, faz parte da profissão - , foi fundamental o trabalho dos 40 efectivos da 2ª Divisão da PSP, duas equipas de Intervenção Rápida com 16 elementos, bem como o reforço da Unidade Especial da Polícia e dos restantes turnos, com dois carros a circular por esquadra e homens apeados.

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