Colisão brutal mata seis

Três jovens emigrantes portugueses em França, naturais da região de Viseu e Porto, morreram ontem de manhã, num despiste da sua viatura, seguido de colisão frontal com outra, numa estrada perto de Mombuey, Zamora, Espanha.

16 de agosto de 2006 às 00:00
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O acidente provocou ainda a morte de uma mulher de 74 anos e duas crianças, uma menina com seis anos e um menino de dez anos, espanhóis. Também espanhóis e ocupantes da outra viatura são os dois feridos graves, pais das crianças, ambos de 41 anos. O acidente pode ter tido origem no adormecimento do condutor português.

O sinistro ocorreu cerca das 09h30 locais (08h30 em Portugal) ao quilómetro 50 da via rápida A52 ‘Rias Baixas’, entre as cidades de Benavente e Vigo, quando a viatura que transportava os portugueses, um Peugeot 309, de matrícula francesa – que seguia no sentido de Benavente – se despistou, atravessou o separador para a via de sentido contrário e colidiu frontalmente com o monovolume Renault, de matrícula de Valência, onde viajava uma família procedente de Torrejon de Ardoz (Madrid).

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De acordo com a Guardia Civil, os mortos portugueses foram identificados pelas iniciais de M.P.G. de 25 anos (condutor), uma mulher, E.S., de 31, e B.M.F. de 25 anos.

Entretanto, o CM apurou que um dos falecidos é um jovem de 25 anos, que residia temporariamente com uma tia na localidade de São Martinho de Orgens, Viseu. Os pais, emigrantes em França, estão de férias na terra natal. Outra das vítimas reside no Porto. O grupo iria fazer férias em Espanha.

Embora os motivos sejam desconhecidos, as autoridades espanholas admitem que o condutor português tenha adormecido ao volante, agravado pelo facto de conduzir com o sol pela frente.

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Do choque frontal, resultou a morte imediata de todos os três portugueses que viajavam no veículo de matrícula francesa, que ficou totalmente destruído. No veículo espanhol, morreram, também de imediato, a idosa e uma das crianças.

O condutor do carro, a mulher e uma das crianças ficaram gravemente feridas. Esta última viria a falecer ao princípio da tarde, já num hospital. Os outros feridos foram transportados para um hospital de Salamanca.

O acidente levou à mobilização dos bombeiros da região de Zamora e do centro de emergência médica do Serviço de Saúde da Província de Castela e Leão, Sacyl.

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Entre os meios contou-se com um helicóptero medicalizado de Salamanca, duas ambulâncias medicalizadas de emergência médica, uma ambulância de suporte básico de vida, uma ambulância convencional e pessoal do Centro de Saúde de Puebla de Sanabria (Zamora).

O choque frontal obrigou ainda ao corte das vias da A52 no sentido de Vigo por mais de três horas, tendo o tráfego fluído pela estrada nacional 525, paralela à A52.

MENOS MORTES NAS FÉRIAS

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Ao quarto dia da ‘Operação Férias Seguras’ da Brigada de Trânsito da GNR, tinham-se já registado nas estradas portuguesas 1177 acidentes, com nove mortos, menos quatro que no mesmo período do ano passado. Registaram-se também menos feridos graves (43 contra 56) e menos feridos ligeiros (386 contra 523). O distrito com mais mortos era o do Porto, que contabilizava quatro vítimas. Guarda e Portalegre (com sete vítimas cada) estavam à frente nos feridos graves.

A operação terminou às 24h00 – até ao início da noite ainda não tinha morrido ninguém no dia de ontem. Na vizinha Espanha, onde decorre uma operação semelhante, entre dia 11 e ao fim da tarde de ontem, o dispositivo da Guardia Civil (que não engloba as regiões autónomas do País Basco e Catalunha) registou um acumulado de 38 mortos nas estradas.

AUTOCARRO

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A queda de um autocarro português numa vala de dez metros, à entrada de uma ponte, a 22 de Julho, na estrada regional entre La Guardia e Baiona, na Galiza, feriu 13 dos seus 51 ocupantes. Um deles faleceu dias mais tarde, no Hospital Geral de Vigo.

BEBÉ

O despiste, na estrada que liga Irun a Burgos, a 23 de Julho, de um carro onde seguiam emigrantes portugueses, que regressavam de França para passar férias em Portugal, causou a morte de um bebé de dois anos e três feridos graves.

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GRÁVIDA

Uma portuguesa de 32 anos, e grávida de oito meses, ficou gravemente ferida num despiste na localidade de Alcoy, Alicante. No hospital, onde acabou por morrer, os médicos conseguiram salvar o bebé – que não sofreu danos no acidente – através de uma cesariana.

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