Combate no Leste "faz eco" no Exército. Nova missão na Eslováquia com reforço

Adversários atuam em "zona cinzenta", alerta o general Eduardo Mendes Ferrão, chefe do Exército português.

27 de julho de 2026 às 15:29
Exercito português recebe bandeira em cerimónia Foto: Exército Português
Soldados portugueses em nova missão na Eslováquia, sob o comando do general Eduardo Mendes Ferrão Foto: Exército Português
Soldados do Exército português em formação Foto: Exército Português

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"O combate convencional regressou à Europa. O combate de alta intensidade e de grande envergadura já não é um conceito distante. É uma realidade que observamos diariamente. E essa realidade existe no Leste da Europa; ela tem de fazer eco neste lado também". O alerta partiu, esta segunda-feira, do chefe do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, na entrega do Estandarte Nacional à 5.ª Força (FND) portuguesa que partirá para a Eslováquia - onde operará os carros de combate Leopard 2A6 e uma companhia de blindados de rodas Pandur- no âmbito das ações de dissuasão da NATO após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A participação ativa nesta missões, refere o general, "tem demonstrado que Portugal é um aliado participativo, ativo e confiável e que o Exército Português continua a afirmar-se como uma organização credível e preparada para cumprir as mais exigentes missões".

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A regresso do combate de alta intensidade "faz" eco no Exército, assegura, e traduz-se "em treino mais exigente, melhor e maior preparação, mais prontidão e numa permanente orientação para a missão".

"A História demonstra, de forma inequívoca, que aqueles que desvalorizam o inimigo ou negligenciam o seu estudo acabam, inevitavelmente, por sair derrotados", avisa, para justificar o foco no treino evolutivo.

Esta nova FND tem um reforço - passando de 120 para 156 militares - e "contará ainda com reforços temporários de módulos de apoio de combate, numa clara lógica de fortalecimento das atividades de treino e operacionais com capacidades diferenciadoras". Entre estes um módulo de Polícia do Exército e, a partir de outubro, de Inativação de Engenhos Explosivos e de Observadores Avançados, num adicional de 29 militares.

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"Ao contribuirmos para a segurança do flanco leste da NATO, estamos também a contribuir para a segurança de Portugal", assinala Eduardo Mendes Ferrão. Porque, hoje, "muitos dos nossos adversários atuam deliberadamente na chamada «zona cinzenta», entre a paz e a guerra, procurando explorar vulnerabilidades, influenciar perceções, construir narrativas e recolher informação".

"Por isso, devemos estar atentos. Devemos evitar rotinas. Devemos utilizar as redes sociais de forma responsável, estar atentos à informação disponibilizada e à que é veiculada diariamente pelos mais variados meios de comunicação, proteger a informação pessoal e profissional, mesmo quando não classificada, e estar preparados e disponíveis para a comunidade onde nos inserimos", alerta o chefe do Exército.

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