Concelho da Covilhã foi o mais fustigado pelo fogo desde 2020
Município perdeu quase 30 mil hectares para o fogo em cinco anos. Top 10 do INE composto por concelhos do Centro e Norte.
O concelho da Covilhã foi o mais massacrado por incêndios florestais entre 2020 e 2025. Segundo um levantamento do Instituto Nacional de Estatística (INE) o município serrano teve uma área ardida de 28,8 mil hectares. Sabugal, com 22,6 mil hectares, e Sernancelhe, com 19,5 mil, ambos na região Centro, fecham o pódio dos concelhos mais afetados. De resto, os primeiros 10 lugares da lista do INE são ocupados por municípios do Norte e Centro do País.
Na Covilhã acresce que mais de 90 por cento da área ardida resulta de apenas duas ocorrências: o grande incêndio da Serra da Estrela, em 2022, que consumiu mais de cinco mil hectares no concelho antes de alastrar a outros cinco municípios, e o incêndio de agosto de 2025, que começou em Arganil e se estendeu a Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital, Seia, Castelo Branco, Fundão e Covilhã, onde o fogo devastou mais 21 mil hectares de floresta.
“Estamos a falar de uma área quase três vezes maior que o concelho de Lisboa”, diz Hélio Fazendeiro, presidente da câmara serrana que, de então para cá, está a construir uma rede de depósitos de abastecimento de meios aéreos e terrestres em locais remotos do município.
“Quatro estão prontos e outros quatro estão projetados. O investimento está a ser suportado pela autarquia, mas não chega. É urgente avançar com os projetos da Barragem das Cortes e do IC6, para ligar Covilhã a Coimbra, que estavam incluídos no Plano de Revitalização da Serra da Estrela, mas que ainda não saíram da gaveta”, remata o autarca.
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