Condenados cinco dos 22 arguidos acusados de exploração de imigrantes no Alentejo
Três destas pessoas foram condenadas a penas de prisão efetiva.
O tribunal de Beja condenou cinco dos 22 arguidos, acusados de exploração de imigrantes no Alentejo.
Três destas pessoas foram condenadas a penas de prisão efetiva, com penas entre seis anos e meio e dois ano. Em causa estão crimes de auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas, branqueamento de capitais.
Para duas pessoas condenadas a pena fica suspensa na sua totalidade.
Duas empresas foram também condenadas a pagamento de 850 euros e 650 euros.
A juíza Ana Batista recomendou aos arguidos absolvidos para repensarem toda a sua vida, lembrando que, apesar da falta de provas, existiam indícios criminais: "Espero sinceramente que não tenhamos de nos encontrar novamente" neste tribunal, afirmou.
O coletivo de juízes responsável pelo julgamento deste caso, que começou no dia 15 de dezembro do ano passado, marcou a sessão de leitura do acórdão para as 14h00 desta sexta-feira.
Este é um dos processos resultantes da denominada "Operação Espelho", da Polícia Judiciária (PJ), realizada em novembro de 2023 e relacionada com a alegada exploração de dezenas de trabalhadores imigrantes em herdades agrícolas no Alentejo.
Inicialmente, este processo envolvia 35 arguidos, dos quais 22 pessoas e 13 empresas, mas, na primeira sessão do julgamento, o coletivo de juízes decidiu separar uma das sociedades comerciais para um processo autónomo.
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