Confissão de contramão na Marginal de Cascais sem validade jurídica

Entrevista de condutor que lançou o pânico não é considerada pela justiça. Vídeos e depoimentos de testemunhas fundamentais.

11 de junho de 2026 às 01:30
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Uma entrevista televisiva dada pelo dono da carrinha Audi que, na noite de sábado, lançou o pânico na Marginal Lisboa-Cascais (entre São João do Estoril e a Parede), e na qual o mesmo assume ser o condutor filmado, não tem validade jurídica. O CM apurou que a investigação dos factos, que configura pelo menos o crime de condução perigosa, está entregue à Esquadra de Trânsito da Divisão da PSP de Cascais. 

Os investigadores, graças aos vários vídeos de telemóvel feitos do percurso da viatura em contramão, bem como do registo de outras câmaras de videovigilância existentes na zona, e que já terão sido preservadas, terão conseguido identificar o condutor. A prioridade, no entanto, é consolidar prova, para que o Ministério Público possa emitir eventuais mandados de condução do condutor a um juiz de instrução criminal.

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