Contrata empregada para matar sogro a tiro
Garcia Marques, 61 anos, foi executado com seis tiros.
Um brasileiro de 32 anos não resistiu ao património de 2,5 milhões de euros do sogro, um português de 61 anos emigrado em Maringá, Brasil, dono de armazéns e empresário bem-sucedido no ramo da pecuária.Desde que Alexandre Bombachini apareceu na esquadra a relatar o crime no sábado – duas horas após a morte, o que levantou suspeitas – que a polícia desconfiou do seu testemunho. O brasileiro disse que o carro em que seguiam foi intercetado por outro com homens armados. Alexandre fugiu e deixou o sogro para trás. Na manhã seguinte, o corpo de Garcia foi descoberto num campo de milho. Foi executado com seis tiros.
Alexandre Bombachini encomendou a morte de Garcia Marques e contratou duas mulheres – a empregada doméstica e uma condutora de autocarros. Depois, simulou um sequestro. Acabaram detidos, juntamente com uma terceira mulher que tinha a arma do crime. A filha da vítima não sabia do plano.
Desde que Alexandre Bombachini apareceu na esquadra a relatar o crime no sábado – duas horas após a morte, o que levantou suspeitas – que a polícia desconfiou do seu testemunho. O brasileiro disse que o carro em que seguiam foi intercetado por outro com homens armados. Alexandre fugiu e deixou o sogro para trás. Na manhã seguinte, o corpo de Garcia foi descoberto num campo de milho. Foi executado com seis tiros.
Alexandre Bombachini admitiu ter pago cinco mil euros à empregada doméstica – que também trabalha como segurança e sabe usar armas – para cometer o crime. Lenice Pereira contactou uma amiga, Daiane Luiz, para conduzir o Ford Fiesta usado no crime. A arma, um revólver de calibre .38, era de Bombachini e foi encontrada na casa da irmã de Lenice. As três mulheres foram presas.
Na segunda-feira, a polícia interrogou Alexandre e apreendeu-lhe o telemóvel e os sapatos usados na noite do crime, que foram lavados horas antes.
O homem acabou por confessar o crime, dizendo que atraiu o sogro a uma cilada. O corpo foi depois arrastado até a um campo de milho, numa zona rural de Maringá. Imagens de vigilância de uma empresa gravaram os dois carros a afastarem-se em marcha lenta, o que deixou de parte a teoria de roubo e a possibilidade de a vítima ter sido atraída a uma armadilha.
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