Convergência tira quase 30% nas reformas da GNR
Militares ameaçam protestos com alterações introduzidas pela Caixa Geral de Aposentações que entraram este mês em vigor.
Uma alteração no cálculo das reformas dos militares da GNR vai reduzir o valor de 90% do último ordenado para um montante entre 60% a 70% da média da carreira contributiva. A medida da Caixa Geral de Aposentações está a provocar indignação entre os militares, que em alguns casos perdem mais de 700 euros por mês face ao que esperavam receber até agora.
A situação levou mesmo o Comando Geral da GNR a emitir uma informação interna a explicar os novos cálculos. A principal diferença está no momento de entrada na CGA. Os inscritos anteriores a 31 de agosto de 1993 terão uma reforma equivalente a 90% do último vencimento, quem entrou depois está sujeito a um cálculo complexo, mas que fica pouco acima dos 60%.
"É uma traição a toda a dignidade da função militar", acusa o tenente-coronel Tiago Silva, presidente da Associação Nacional de Oficiais da Guarda, que acusa "as duas últimas ministras da Administração Interna e todos os partidos políticos" de não quererem discutir o assunto. O dirigente acusa ainda o poder político de estar a criar um problema e uma insatisfação entre todos os militares - a medida é aplicável também às Forças Armadas - ao aplicar este "regime de convergência com a Função Pública". "O mesmo não está a ser aplicado nas outras carreiras especiais do Estado, como a Polícia Judiciária ou os Juízes", avisa Tiago Silva.
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