Convergência tira quase 30% nas reformas da GNR

Militares ameaçam protestos com alterações introduzidas pela Caixa Geral de Aposentações que entraram este mês em vigor.

03 de fevereiro de 2026 às 01:30
Medida está a provocar indignação entre os militares. Alguns pedem mais de 700 euros por mês Foto: Pedro Noel da Luz
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Uma alteração no cálculo das reformas dos militares da GNR vai reduzir o valor de 90% do último ordenado para um montante entre 60% a 70% da média da carreira contributiva. A medida da Caixa Geral de Aposentações está a provocar indignação entre os militares, que em alguns casos perdem mais de 700 euros por mês face ao que esperavam receber até agora.

A situação levou mesmo o Comando Geral da GNR a emitir uma informação interna a explicar os novos cálculos.  A principal diferença está no momento de entrada na CGA. Os inscritos anteriores a 31 de agosto de 1993 terão uma reforma equivalente a 90% do último vencimento, quem entrou depois está sujeito a um cálculo complexo, mas que fica pouco acima dos 60%.

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"É uma traição a toda a dignidade da função militar", acusa o tenente-coronel Tiago Silva, presidente da Associação Nacional de Oficiais da Guarda, que acusa "as duas últimas ministras da Administração Interna e todos os partidos políticos" de não quererem discutir o assunto. O dirigente acusa ainda o poder político de estar a criar um problema e uma insatisfação entre todos os militares - a medida é aplicável também às Forças Armadas - ao aplicar este "regime de convergência com a Função Pública". "O mesmo não está a ser aplicado nas outras carreiras especiais do Estado, como a Polícia Judiciária ou os Juízes", avisa Tiago Silva.

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